segunda-feira, 7 de março de 2011

#Resenha: DOM - A Saga Começa

Faz pouco tempo que eu falei sobre o livro DOM, em conjunto com outros duas estórias que estou lendo pela internet. Foi o livro sobre o qual eu menos consegui falar, pois só tinha dois capítulos publicados.
Há alguns dias, eu estava conversando com o Renato, autor do livro, para formarmos parceria (House Of Night Brasil e RK Books) e comentamos sobre o livro. Ele gentilmente concordou em ceder toda a história para mim, assim eu poderia lê-lo até o final e fazer esta resenha.
Acho que antes de começar a contar sobre o livro, devo deixar bem claro que esta é uma versão provisória e que, assim que o autor conseguir uma editora pela qual ele publicará DOM, várias coisas serão revistas. Pelo menos eu espero. ;)

Vamos lá então?


DOM - A Saga Começa
Autor: Renato Klisman
Editora: Ainda Não Publicado
Número de páginas: 107
Sinopse: "Meu nome é Kilbie, isso mesmo KIL-BI-E, mas todo mundo, o mundo inteiro, costuma me chamar de Kill...Bom, eu tenho quinze anos. Mas daqui a doze, não doze anos, nem doze meses ou de forma alguma doze dias, mas sim doze horas eu terei o melhor momento da minha vida. Meu aniversário...” "Dom" é uma ficção infanto-juvenil narrada pelo jovem Kill que, após uma visão apocalíptica, embarca em uma aventura inesperada ao lado de seus dois melhores amigos, Gabriel e Sabrina. Kill foi adotado por uma família muito rica quando era apenas um bebê. E detalhe, ele foi o primeiro de vinte e tantas crianças que o casal milionário adotou. Ele costuma ter visões estranhas que não sabe ao certo o que significam, mas tudo muda no dia do seu aniversário de 16 anos. Uma estranha visita o avisa sobre sua missão e então a aventura começa. Recheada de enigmas e descobertas de poderes capazes de mover ar, terra, fogo e água. "Dom" é emoção garantida.

Ser um garoto adotado e que, em pleno aniversário de 16 anos, descobre ser o detentor de grandes poderes, capazes de mudar o curso do mundo pode parecer um pouco clichê. Bem, não é o que parece quando descobrimos que muitas coisas são diferentes e, embora Kill seja O Escolhido, ele não poderá seguir essa jornada sozinho, precisará contar com a ajuda de seus dois melhores amigos, os quais também descobrirão ter poderes relacionados a um dos cinco elementos (água, ar, fogo, terra e espírito).
Tendo lido apenas dois capítulos, eu não sabia muito o que viria a seguir, mas se teve uma coisa que me incomodou desde o início foi a velocidade com que os fatos eram narrados. Tudo discorria em questão de linhas, alguns pontos importantes sendo deixados sem maiores descrições. A narração corrida e apressada de Kill poderia ter sido melhor trabalhada do começo ao final do livro para que não ficasse a impressão de que ele estava nos contando a estória em uma só tomada de fôlego.
Então Kill havia sido iniciado em sua missão e ele deveria, a partir dali, começar sua jornada guiado por enigmas e pistas que o levariam e a seus amigos (até então somavam dois e um 'treinador') às mais diferentes localidades como a Ilha de Páscoa e as pirâmides no Egito. Mas isso não significa que eles estarão livres de enfrentar inimigos desconhecidos, pelo menos para Kill e seus dois amigos. Seu treinador, Garret, parecia bem informado sobre os estranhos seres que os perseguiam.
Novamente, outra questão que me incomodou ao longo do livro foi a facilidade com a qual os protagonistas conseguiam sair das ciladas em que se envolviam. Kill e seu melhor amigo Gab, sendo completamente novos no assunto de dominar o elemento Terra, não deveriam conseguir dominá-la tão facilmente com simples truques da mente, por exemplo. Até o melhor dos melhores leva tempo para treinar e aprender como as coisas funcionam.
Kill precisava seguir em frente, sempre com um enigma na mão a decifrar e a ajuda de seus amigos, afinal, três cabeças pensam melhor do que uma não é mesmo? E, quanto mais eles avançavam, mais se davam conta de que aquele caminho não tinha mais volta, eles estavam adentrando um território completamente novo, onde o peso de salvar o mundo das outras dimensões se encontrava única e exclusivamente sobre suas costas. Eles precisavam escolher, tendo em mente que as consequências não só os afetaria como a todos os outros habitantes da Terra.
A história se baseia na divisão dos elementos em diferentes dimensões, sendo o maior problema a ganância de um deles reinar sobre os demais; a Terra se mostra como uma dimensão neutra e, por isso, o perigo iminente de se explodir uma guerra entre os elementos.
Mais um fato que viria a me deixar desconfortável ao ler o livro seria a mudança repentina de humor das personagens. Coisa de meras palavras. Enquanto em uma fala, um deles poderia estar calmo, na fala seguinte já estava completamente irritado e sarcástico e, depois, novamente calmo. A hostilidade presente nas personagens responsáveis por ajudar os jovens me irritou em certos pontos, às vezes até mais do que suas boas ações e inteligência para com Kill e seus amigos. Acho que faltou trabalhar um pouco a personalidade deles.
Por fim, na minha opinião, a estória deveria ser revista, não só pelos erros (que não são poucos) de digitação e português em geral, como também pela maneira como ela se desenrola. Essa narrativa, pelo ponto de vista de Kill, poderia ser muito mais enriquecida com detalhes e a sequência de acontecimentos, melhor trabalhada para que o livro não fique com cara de filme que precisa resumir 500 páginas de estória em 2 horas de imagens e falas.
A estória em si tem muito potencial, só precisa ser melhor trabalhada, com um enfoque nos detalhes e na cronologia. Se tudo isso for revisto, então teremos, é claro, uma continuação aguardada.

Nota:
 (ainda está em tempo de melhorar :D)

xx

2 comentários:

Liana Cupini disse...

Adorei sua resenha!!

Eu to lendo e to amando o livro... flui demais...

Bjao

greyce disse...

EU JA LI GENTE
É
PERFEITO
AMO
GARET E KLIS MANDOU MUITO BEM ESTOU LOUCA P/ MAIS BJS