domingo, 10 de julho de 2011

#Resenha: O Vale dos Anjos - Leandro Schulai (Mini Book Challenge - Dia 2)

Boa tarde!

Ahh eu sei que fiquei de postar ontem, mas o meu dia foi um caos! Pra começar, fui acordada às 8 pelo meu porteiro... ninguém merece em um sábado e feriado né? E então eu acabei o quarto livro do BC e fiquei de bobeira. Só que à tarde eu comecei a me atrapalhar porque estava para sair com as minhas amigas e aí já viu. Voltei extremamente tarde para casa e ainda tive uma noite do cão.
Mas hoje não poderia deixar passar a resenha do Mini BC, senão vocês ficariam tristes né? Eu sei... Por isso sem mais enrolação...

O Vale dos Anjos - O Torneio dos Céus Parte I
Autor: Leandro Schulai
Editora: Novo Século
Número de páginas: 416
Sinopse: "A morte tem o poder de separar um amor? Para muitas pessoas a frase “até que a morte os separe” é a afirmação de que morrer é o fim de tudo, inclusive para o amor. Mas se fizermos essa pergunta para o grego Dimitris Saloustros a opinião será bem diferente. Com uma morte precoce e uma promessa feita à sua amada o rapaz parte em busca do desconhecido Vale dos Anjos, local onde se encontram as maravilhas do paraíso e o medo e apreensão das oito prisões, em busca de cumprir o seu feito. Auxiliado pelo anjo guia de enterro Obelisco cujo humor o ajuda nos momentos difíceis, pela cupido Anne cuja beleza é incomparável e treinado pelo misterioso mestre Ramirez, Dimitris parte em uma jornada recheada de grandes belezas, pessoas marcantes e mistérios complexos que o farão perceber que nada é por acaso e que sua estadia nesse misterioso local já era aguardada a muito tempo . . . "
Este livro foi cortesia da editora Novo Século.  

Bom, para vocês terem uma ideia, eu recebi esse livro como cortesia da Editora Novo Século através do 1º sorteio do Clube do Blogueiro NOS. Eu comecei a ler no dia 1º de junho e terminei no dia 5 de julho. Tempo hein? Mas tive que parar por causa de provas e tudo o mais... porém, eu teria terminado antes se ele não fosse tão comprido! Capítulos gigantescos e uma enrolação que, quando vi "Parte I" escrita na capa eu praticamente me desesperei.
O livro conta a história de Dimítris Saloustros, um jovem de 22 anos que, num belo dia morre e vai para o céu. Devo ressaltar que a morte dele é extremamente boba e pouco provável, mas... quem sou eu para dizer? Ele chega ao céu depois de percorrer todas as suas memórias com a ajuda de um anjo-guia-de-enterro chamado Obelisco. Todos os seus primeiros momentos e impressões são registrados de maneira extremamente detalhada, chegando a ser monótona. Além disso, o rapaz é praticamente tratado como bebê, tendo tudo explicado acompanhado de um "entendeu?". Quase arremessei o livro na parede diversas vezes, por mais que eu lesse era como se não saísse do lugar.
Dimítris já chegou ao céu com apenas um objetivo: voltar para a Terra e terminar de viver sua vida com sua esposa Mariah. No começo não havia muitas chances, mas depois surgiu uma: O Torneio dos Céus que daria ao vencedor a hierarquia de anjo semi-deus, ou seja, ele poderia descer à Terra. O Paraíso é todo retratado como uma Terra só que no plano superior. Existem várias categorias de anjos, assim como aqui existem profissões e os criadores são anjos-deuses, correspondentes a cada elemento e mais alguns adjacentes. Eles comandam o Paraíso e cada humano que morre, quando sobe, é influenciado por um desses elementos.
Desde o começo temos todo um mistério acerca de Dimítris ser especial, o escolhido para algum feito grande. Mas não temos grandes esclarecimentos até as últimas páginas do livro, no epílogo. Para mim, a estória demorou muito a "pegar no tranco" e realmente chamar a minha atenção. Só os últimos capítulos me deixaram ansiosa que foi quando Dimítris teve suas primeiras lutas no Torneio dos Céus, aí sim eu virava na cama ansiosa, querendo rapidamente saber o que aconteceria em seguida. Infelizmente, demorou muito.
Toda aquela descrição no começo, a inserção no Paraíso e nas regras para humanos e os demais anjos, tudo isso chegou a ficar um pouco massante. Eu confesso que uma boa descrição é fundamental para justamente podermos nos sentir inseridos na estória, mas dessa vez eu pensei em desistir do livro. Continuei porque havia sido um presente e eu não queria fazer desfeita.
No entanto, os últimos capítulos, surpreendentemente, conseguiram me deixar curiosa para a parte II, embora eu torça para que o livro não seja nem do mesmo tamanho e nem maior do que o primeiro. Só queria que toda essa ação, essa determinação do Dimítris continuasse do começo ao fim no próximo, assim seria mais fácil ler. Eu não sei se já comentei, mas gosto muito de livros com capítulos curtos, não sei por que, mas dá a impressão de que vamos lendo e avançando mais rápido. Ter um capítulo com 40 páginas é de enlouquecer; muitas vezes tive que parar na metade do capítulo porque não estava aguentando.
Finalizo agora com a minha última impressão do livro:

(Página 416 de 416)
"(...)Como todo típico livro de herói, Dimítris se saiu bem e evoluiu rapidamente, mas tem muita gente querendo vê-lo cair(...)"


Espero que os pontos negativos não se repitam na continuação, pois a estória tem muito potencial e, embora o excesso de informação e enrolação, ter o Paraíso retratado apenas com anjos, foi bem inovador!

Nota:



4 comentários:

- LoolaB disse...

Ah, eu detesto introduções demasiadamente longas.
As vezes você está no meio do livro e ainda está tendo introduções.

Mas enfim, ás vezes acontece.

E que bom que você foi sincera *---*

Beijos, bom domingo.
@pirulitolimao

Bruno Athanasio disse...

Oi,
Eu quero muito ler este livro! Ele provavelmente será minha próxima compra!

lireliegostei.blogspot.com

Elisandra disse...

Triste quando um livro é massante...rsrsrs...ai não sei não se eu gostaria de le-lo, mas tirando fora a história o livro tem uma capa linda...rsrsr...gostei muito da sua resenha super sincera....mas ta ai um livro que vou passar um pouco longe...kkkk....beijokas elis!!!!!!

http://amagiareal.blogspot.com/

Patrícia disse...

Há muito tempo que eu tenho interesse nesse livro ainda mais por ser autor nacional.
Uma pena que o livro às vezes seja tão massante, não há nada pior ;\

=*