sexta-feira, 1 de julho de 2011

#Resenha: Pão-de-Mel - Rachel Cohn

Boa tarde!

É, eu sei, eu deixei tudo para a sexta-feira mesmo. Praticamente postarei a semana toda em apenas um dia. Mas eu tinha coisas a comemorar. Primeiro na segunda-feira, recebi a tão temida prova de Física e... 9,3!!!!!!!!! Não é o máximo? Com essa nota e a soma das outras eu consegui subir minha média de 4,0 para 7,5!!! Grande salto hein?
Agora sim vou poder curtir as minhas férias tranquilamente. E por falar nisso, todo mundo já viu a nova edição do Book Challenge? Será uma versão reduzida, pois eu só tenho um mês, mas a lista já está disponível na página do desafio e a primeira resenha já entra esse domingo! Ansiosos? Vou adiantando que o primeiro livro é extremamente interessante.
Mas, ainda assim, veio falar de outro hoje...

Pão-de-Mel
Autora: Rachel Cohn
Editora: Galera Record
Número de páginas: 224
Sinopse: "Depois de ser expulsa do colégio interno, a selvagem, obstinada e viciada em café Cyd Charisse volta a São Francisco para viver com a mãe e o padrasto. Mas para ela, não há como sobreviver neste lar imaculado: Cyd quer ser livre, e não se importa em quebrar as regras. Mas quando sua rebeldia sai do controle, seus pais a despacham para Nova York para passar o verão com seu pai biológico, Frank. O que ela não esperava era que o verão na cidade não corresse como ela planejara - e Cyd está longe de ser o que a nova família imaginava."

A primeira metade desse livro me fez questionar o que ele tinha que me fez querer lê-lo. Eu esperava algo totalmente aventureiro, da forma como Cyd é descrita na sinopse... mas, a meu ver, ela ser chamada de rebelde pelos pais não condiz nada com o estado espírito essa garota. Afinal, até onde eu sei, garotas rebeldes não tem uma boneca como confidente. E é por isso que o livro se chama Pão-de-Mel. O nome da boneca é Pão-de-Mel.
Mas isso era só o começo.
Cyd tem meio que o papel de bebezona, apesar de ser amada pelo padrasto, tem uma mãe que é uma complexada extremamente desmiolada. Embora seja rica e goste de se exibir para as amigas da alta sociedade, longe delas, ela nada mais é do que uma mulher maluca! A irmã mais nova de Cyd, a seu ver, já está ficando obesa e ela colocou a menina em uma dieta. Gente, crianças normalmente são gordinhas!
E tudo o que ela mais faz é barraco com a Cyd e sobre o comportamento dela e blablablá. Eu realmente fiquei com muito ódio dessa mulher. Nem a empregada gosta da nossa protagonista! Aí já é demais né? Pelo menos ela conta com o apoio mínimo de seus dois irmãos mais novos e um padrasto que tenta protegê-la, mas ainda assim não é suficiente.
Ainda temos o namorado dela, o Siri. O garoto é um pouco pancada e estressadinho, por isso não me agradou também. Diante de todos esses conflitos, Cyd é enviada para a casa do pai biológico dela, aquele que ela não vê há anos e que teve apenas um caso com sua mãe, deixando-a logo em seguida para voltar para a mulher e seus filhos. Já deu para perceber que Cyd é vista como "o fruto do caso do meu pai" pelos irmãos. Na verdade, não por todos eles.
Um deles, o rapaz e mais novo, é o mais receptivo e trabalha em uma padaria que vende bolos e doces maravilhosos. O problema real é com a irmã mais velha. Ao longo do livro percebemos que Cyd é mais como uma bola de pingue-pongue, sendo jogada para lá e para cá, para algum lugar onde acham que irão querê-la.
Porém, na segunda metade do livro, comecei a mudar levemente minha opinião sobre a estória. Vemos um outro lado, tudo o que está por trás dessa expulsão dela do internato, uma das escolas mais caras e renomadas de Londres; também notamos como foi que Cyd entrou em contato com o pai dela pela primeira vez. O motivo, não vou dizer, senão acaba a graça.
Mas a transformação de todos os personagens, do pai, dos irmãos e, até certo ponto, de Cyd e sua mãe, me fez ver uma luz e me deu coragem para começar a esperar para ler Siri, a continuação da trilogia. Siri, por si só, ainda não me convenceu. Na verdade é meio que um garoto inseguro e que ficou ofendido porque Cyd tinha uma quedinha por seu irmão mais velho. Acho que ele exagerou um pouco nessa reação, mas enfim.
Embora o livro tenha sido uma chatice no início e tenha me deixado com muita raiva dos personagens (percebam, caso forem ler, que os nomes escolhidos pela autora são um tanto... peculiares), mas depois, quando realmente entramos a fundo na estória de Cyd e seu histórico sobre como ela veio ao mundo e como sua vida passou por diversos problemas, eu meio que comecei a respeitá-la. Por quê? Bem, ela passou por muitas coisas sozinha e isso, de alguma forma, a elevou no meu conceito. Por trás de uma estória com começo bobinho e de uma protagonista que, aparentemente, não poderia ser chamada de rebelde, muitos fatos e tramas surgirão que, com certeza, farão com que o leitor pense muito a respeito da personalidade que constrói Cyd. Afinal, ninguém pode ser de um jeito sem que haja fatos e acontecimentos que o transformaram assim.

Nota:
(é bom, mas não é ótimo)

Um comentário:

Patrícia disse...

Tenho a mesma opinião que você Vê.. É um bom livro, mas não ~aquele~ livro ;

=*