terça-feira, 23 de agosto de 2011

#Resenha: Não Deixe o Sol Brilhar em Mim - Evandro Raiz Ribeiro

Boa tarde!

A semana já começou corrida para mim, principalmente porque a Bienal se aproxima e, mesmo que eu não esteja indo, já fico agoniada só de saber de todos os lançamentos que as editoras disponibilizarão na feira. Sem contar os autores que estarão por lá... Melhor parar antes que eu enlouqueça no meu próprio drama.
Eu deveria ter aparecido aqui ontem, mas já comecei a semana cansada, que droga! Preciso de férias e é urgente. Sem contar que faltam 7 dias para a prova de Física D: e outras coisinhas mais, mas vamos parar por aí. Vocês já estão cansados de ouvir minhas lamentações...

Não Deixe o Sol Brilhar em Mim
Autor: Evandro Raiz Ribeiro
Editora: Independente
Número de páginas: 312
Sinopse: "Uma história de Vampiros diferente. Dennis é um garoto que se mudou para a casa do tio após a morte dos pais, e lá chegando é maltratado pela tia. Também é perseguido na nova escola por alguns garotos mais velhos. Tudo parecia sem sentido, até que conhece Valquíria, uma estranha e solitária menina da vizinhança. Desse encontro nasce uma amizade sincera, em meio aos anseios da adolescência, paixão, amor, em que cada um preenche o vazio existencial do outro. Porém, as pessoas que perseguem Dennis, começam a ser atacadas violentamente. Valquíria é na verdade um VAMPIRO que precisa de sangue humano para sobreviver. Não Deixe o Sol Brilhar em Mim é uma história de vampiros diferente, em que a fuga da solidão ultrapassa o limite do sobrenatural."

ATENÇÃO: A versão que será resenhada no blog é a 1ª EDIÇÃO, de publicação independente.

Este livro foi cortesia do autor Evandro Raiz Ribeiro.  

Como diz a sinopse, essa, sem dúvida, é uma história de vampiros diferente. Não só porque é uma das poucas que se passa no Brasil (lembremos de André Vianco, o expert em vampiros, que é brasileiro) como também trata do vampirismo de modo diferente.
Eu já devo ter comentado aqui que sou viciada em vampiros, ou então, já devem ter notado pela quantidade de livros sobre o tema que já apresentei aqui no blog. De qualquer forma, gosto de ler vários sobre o mesmo tema, pois eles tem sempre algo diferente a acrescentar a essa cultura e com Não Deixe o Sol Brilha em Mim foi exatamente o mesmo.
Dennis é um garoto de 14 anos que perdeu os pais em um acidente recentemente, portanto, vai morar com o tio no interior de São Paulo. Confesso que fiquei um pouco confusa por conta da época escolhida pelo autor, o ano de 1976. Quero dizer... nenhum dos meus ídolos nem haviam nascido ainda! Sem contar que muitas coisas ainda estavam caminhando no Brasil, o Real nem existia! Então, é, eu fiquei um pouco perdida, tentando me imaginar naquele tempo. Quase não deu.
Como toda história deve ter o personagem chato que te faz ficar com raiva, nesse livro, temos a tia de Dennis. Uma mulherzinha que me deixou extremamente irritada e que não será um empecilho tão grande, mas  ainda assim tem seus momentos na história. Dennis não tem a vida facilitada, a nova escola também reserva péssimas notícias a ele. Como, por exemplo, os mini-marginais Edu e Alex. Digamos que mudar-se de um estado do Nordeste para uma casa onde apenas uma pessoa não o quer e está disposta a fazer de tudo para mandá-lo de volta à sua "terrinha", depois ir para o colégio, tentando escapar do empecilho de casa, mas encontrando os valentões, fica difícil não é?
Mas o garoto é bem resolvido, sabe se virar melhor do que eu saberia. Dennis me surpreendeu ao saber tomar conta de sua vida melhor do que qualquer garoto de 14 anos de hoje em dia. Naquele tempo, acredito eu, ainda podia-se andar pelas ruas de Santo André sem correr maiores riscos. Não que eles estivessem aniquilados completamente, digamos que o autor quis dar um pouco de sossego para o menino antes das coisas realmente ficarem pretas para o seu lado.
A vida dele parece melhorar um pouco quando ele conhece Valquíria. Uma menina doce, morena, olhos azuis e de apenas 13 anos. Mas ela não é uma garota comum, além de ser extremamente bonita, possui alguns hábitos um pouco estranhos e o comportamento suspeito. Dennis imediatamente se sente atraído por ela e passar a vir ao seu encontro. No entanto, o irmão gêmeo de Valquíria, Adam, não gosta nada dessa possível aproximação.
Também pudera, ele vem protegendo sua irmã de tudo e todos há mais de 17 anos! Vocês não entenderam errado: Valquíria, 13 anos, Adam, mais de 30. Ops, parece que tem alguma coisa de estranho por aí. E nosso protagonista não percebe nada. Pelo menos não de primeira, apenas estranha seus hábitos estranhos de não comer nem beber e, durante o dia, praticamente sumir da face da Terra. Mas isso não impede que eles se aproximem e... se apaixonem.
Algo que eu reparei no livro foi que todos os acontecimentos, todas as cenas, me deram a impressão de passar rapidamente, como tomadas de um filme. Pode ter sido impressão, ou eu que li rápido demais, ou não. Gostei de como a história fluiu, realmente se mostrou uma nova alternativa para o surgimento e criação dos vampiros, bem como retratou detalhadamente o surgimento e evolução do romance pré-adolescente de Dennis e Valquíria.
Porém, pois é, agora vem a parte que eu não gostei. Depois da metade do livro, nos deparamos com a história de Valquíria, o momento onde ela revela a Dennis tudo o que ela é e como ficou daquele jeito. E a história, sob a narrativa dela (ao contrário do resto do livro, onde a narrativa é em 3ª pessoa), segue por longas e longas páginas o que, para mim, foi desnecessário. Digamos que gostei de saber sobre como havia sido sua vida e tudo o mais, mas muitas cenas foram repetitivas, poderia ter sido um ponto mais enxuto do livro. Acabou sendo extremamente cansativo e, por mim, eu teria pulado essa parte e lido apenas as partes cruciais.
Outro ponto que me incomodou, retomando as cenas repetitivas, muitas coisas foram descritas no livro várias vezes, sem alteração alguma. Por exemplo, quando Valquíria se retirava para dormir. Ela trancava a porta, se despia e entrava em um espaço que havia debaixo do estrado da cama, fechando logo em seguida. Depois de algum tempo repetindo isso, já sabemos qual é o ritual para ela dormir. Um outro exemplo, no que diz respeito ao caminho que Dennis fazia toda vez que precisava ir ao seu quarto. Entrava pelo portão, atravessava a porta, subia as escadas até chegar ao seu quarto. Trechos que poderiam ter sido economizados por serem desnecessários, acabaram deixando esses momentos de leitura um pouco chato.
Fora esses pontos e, por ser a primeira edição, uma revisão textual lamentável (lembrando: essa foi a edição independente, eu ainda não tive chance de ver como ficou a revisão e diagramação da editora Dracaena, que publicará o livro oficialmente), a história vale a pena ser conferida. Não apenas pela curiosidade de ser ver uma história de vampiros dada de forma diferente, como também pelo cenário brasileiro, ainda tão pouco explorados em uma história mais sobrenatural.

Nota:


Um comentário:

Julinha Cedro de Oliveira disse...

Eu também amo histórias de vampiros, sou apaixonada por eles desde o primeiro filme que eu assisti (que eu não me lembro o nome), quando eu tinha apenas 6 anos.

Ah, eu não gostei muito da história desse livro, parece ser algo cansativo e parado, algo que eu realmente não gosto. Mas, deve ser porque é a primeira edição, e ainda por cima independente. Talvez eu dê uma chance à esse livro, mas por enquanto tenho muitas coisas na frente.

Beijos.