quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Grandes Mestres: Claude Monet


A seção Grandes Mestres, que ocorrerá todos os dias 15 e 30, será um retrato dos mais famosos e inovadores artistas que foram selecionados pela editora Abril para compor uma coleção de 25 livros.
Para os amantes das artes, um prato cheio; para os curiosos, a possibilidade de descoberta desses incríveis pintores e escultores que mudaram o seu tempo.

Oscar-Claude Monet (1840 - 1926)

"Com a geração impressionista, (...) a luz da natureza dita a estrutura da imagem. A rapidez da execução reflete, por um lado, a mutabilidade do efeito luminoso e, por outro, a espontaneidade da reação subjetiva do artista frente ao tema. O objetivo da pintura, no entanto, muda e, de uma imagem idealizada e exemplar da natureza, transforma-se no êxito do confronto direto do artista com o efeito sempre mutável da luz. O artista que persegue com maior coerência e continuidade, no período de quase 70 anos de trabalho, o sonho de capturar a fugacidade do tempo, manifesta na inexorável variação da luz, é Claude Monet."
(Grandes Mestres, Claude Monet, Abril Coleções; páginas 10 e 11)

Mulheres no Jardim (1866 - 1867)

Monet havia decidido produzir o grande quadro todo ao ar livre, e essa escolha trouxe algumas dificuldades. O tema de Mulheres no Jardim é o mesmo de Almoço na Relva: figuras vestidas com elegância em meio à natureza. Mulheres é uma cena da vida moderna, parcialmente inspirada nas ilustrações de publicações de moda.
Tal inspiração e os difíceis trabalhos de execução conferem ao movimento das figuras certa artificialidade e frieza. Em Mulheres no Jardim, Monet procura transferir a lógica da pintura ao ar livre da pequena escala dos esboços para a escala das pinturas monumentais sem que se perca o sentido da reação espontânea do artista diante de seu sujeito em um momento exato luminoso.

Impressão, Sol Nascente (1873)

Diferentemente da paleta pródiga em cores usada em tantas pinturas contemporâneas, em Impressão, Sol Nascente, Monet constrói o seu quadro sobre tons de apenas duas cores: azul e laranja. Impressão foi pintada de uma janela que se abria para o porto de Le Havre ao amanhecer. O efeito da névoa disfarça, sem esconder por completo, os equipamentos, como os guindastes, do mais importante porto francês.
Monet representa um porto particularmente próspero ao nascer do sol, em um período de reconstrução para a França, que se recuperava da guerra contra a Alemanha e da Comuna de Paris. Tal escolha induziu muitos dos intérpretes de Monet a pensar que o quadro faça alusão a uma fé renovada do artista em seu país e na possibilidade de os artistas modernos também participarem dessa renovação.

Regatas em Argenteuil (1872)

Regatas em Argenteuil é uma pintura famosa devido à espontaneidade da disposição das cores sobre a tela, um indicador da qualidade da reação do artista diante de seu tema. O quadro retrata a cena por um ângulo mais fechado e a partir de um ponto de vista mais vizinho, como se Monet se encontrasse no meio da água sobre o seu bateau-atelier, o barquinho coberto que Monet utilizava para pintar nos rios. Ao se afastar da margem, o artista como que se submerge na natureza e observa as coisas por uma perspectiva diferente dos que olham o Sena em suas margens.

A Igreja de Vétheuil, Inverno (1878 - 1879)

As paisagens pintadas por Monet nos três anos em que viveu em Vétheuil marcam o abandono, pelo pintor, dos temas relacionados à vida moderna. Ao fundo da paisagem rural, a única mudança significativa reside nas condições da luz. É sobre os aspectos de variação luminosa e atmosférica na mesma cena que parece se concentrar o trabalho de Monet em Vétheuil. Ele realizava, então, mais obras sobre o mesmo tema, fenômeno que se manifestou pela primeira vez nos quadros que representam o degelo.
Muito embora o corte das imagens não seja sempre constante e os pontos de vista mudem com frequência, Monet trabalha de forma simultânea com desenhos de mesmo motivo - iniciando com esboços feitos ao ar livre, que depois são elaborados em estúdio.

Atualmente, as obras de Monet estão concentradas, principalmente, nos Estados Unidos e na França. Confesso que não conhecia muito sobre Monet e suas obras, mas fiquei extremamente fascinada com seu estilo de pintar, suas pinceladas e o uso da iluminação e do ponto de vista em seus quadros foram cruciais! Sem dúvidas, Monet foi um grande pintor do impressionismo, mostrando que a luz, em determinados pontos das obras de arte, era capaz de modificar a percepção de seus observadores!

Bibliografia:

1. Abril Coleções, Grandes Mestres vol. 3, Oscar-Claude Monet;
2. O artista e o seu tempo; Monet e a Pintura ao Ar Livre, pág. 10 e 11;
3. Mulheres no Jardim, pág. 50 a 53;
4. Impressão, Sol Nascente, pág. 78 a 81;
5. Regatas em Argenteuil, pág. 90 a 93;
6. A Igreja de Vétheuil, Inverno, pág. 110 a 113.


2 comentários:

Naniedias disse...

Monet é outro grande mestre mesmo - super talentoso, adoro as pinturas deles!

Beijos, Nanie - Nanie's World

Thais Priscilla disse...

Adorei o post.Super educativo e interessante *-*

Beijocas,
Thais Priscilla
http://thaypriscilla.blogspot.com