segunda-feira, 16 de abril de 2012

Grandes Mestres: Rembrandt

A seção Grandes Mestres, que ocorrerá todos os dias 15 e 30, será um retrato dos mais famosos e inovadores artistas que foram selecionados pela editora Abril para compor uma coleção de 25 livros.
Para os amantes das artes, um prato cheio; para os curiosos, a possibilidade de descoberta desses incríveis pintores e escultores que mudaram o seu tempo.

Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606 - 1669)

"Rembrandt nunca tratou a luz de outra forma. A escuridão da noite é a sua forma, a sombra é a forma habitual da sua poética, o seu meio natural de expressão dramática. Nos retratos, nos interiores, nas lendas, nos episódios curiosos, nas paisagens, nas gravuras como na pintura, é com a noite que Rembrandt cria a luz."
Vincent Van Gogh

O Cambista (O Rico Insensato) (1627)

Concentrado no exame de uma moeda à luz de vela e circundado por sacos de dinheiro e papeis com inscrições em hebraico, o velho homem está sentado em um local na penumbra e em desordem. O acúmulo de registros, a pequena balança e as moedas espalhadas pela mesa indicam a sua relação intensa com o dinheiro, acumulado com os rendimentos de suas propriedades. Ele está vestido com uma roupa extravagante, espécie de colagem de estilos diversos.
Executado com enorme atenção aos detalhes e inteiramente pintado com cores encorpadas, o quadro faz amplo uso de uma fonte de luz artificial.

A Lição de Anatomia do Doutor Nicolaes Tulp (1632)

Encomendado a Rembrandt por alguns membros da corporação dos cirurgiões de Amsterdam, a tela representa o primeiro pedido público importante recebido pelo artista nessa cidade. Mostra Nicolaes Tulp, principal docente de anatomia na corporação durante uma dissecção. Esses procedimentos eram realizados poucas vezes ao ano, já que era indispensável a presença de um cadáver, geralmente escolhido entre os mortos na forca.
A extraordinária veracidade com que Rembrandt representa a palidez da morte é um ponto alto desta tela. Com esta obra, o pintor se impõe engenhosamente no gênero dos retratos em grupo, que normalmente utilizam um alinhamento regular dos retratados. Aqui eles assistem e participam do desenrolar de uma ação que os absorve completamente - e é esse o componente essencial dos quadros históricos.

O Sacrifício de Isaac (1635)

Esta obra ilustra pontualmente um episódio extraído do Genesis (22, 1-13). Colocando à prova a fé de Abraão, Deus lhe ordena sacrificar Isaac, o seu único filho, oferecendo-o em holocausto sobre o Monte Moriah. O momento representa o apogeu da ação, quando o imprevisto aparecimento do mensageiro divino muda totalmente o rumo dos acontecimentos. O anjo segura o pulso direito de Abraão, curvado sobre o filho e já entregue ao ato sacrificial. Com a mão esquerda dramaticamente comprimindo o rosto do filho, e empalidecido pelo horror do próprio gesto, o patriarca é retratado enquanto se volta confuso para o anjo, deixando cair o longo punhal curvo com que se preparava para cortar a garganta do filho.
A luz atinge os pontos mais significativos do episódio: a trágica nudez de Isaac (reveladora de seu iminente assassinato), a mão esquerda do anjo (que exorta a interrupção do ato), a direita (que interrompe a ação do sacrificante) e também a expressão sofredora de Abraão.


Atualmente, as obras de Rembrandt estão localizadas, principalmente, na Alemanha e na Holanda. Eu confesso que não conhecia muito sobre o pintor, mas fiquei fascinada pela sua escolha, muito bem pontuada por Van Gogh, de iluminar aquilo que ele quer chamar a atenção em suas pinturas. São técnicas que engrandecem a riqueza dos detalhes e, mais ainda, surpreendem o observador com as alterações de claro e escuro. Sem dúvida são obras que merecem longos minutos de apreciação!

Bibliografia:

1. Abril Coleções, Grandes Mestres vol. 7, Rembrandt;
2. O Cambista (O Rico Insensato), pág. 40 a 45;
3. A Lição de Anatomia do Doutor Nicolaes Tulp, pág. 56 a 63;
4. O Sacrifício de Isaac, pág. 78 a 83.


5 comentários:

Luciara disse...

Ei Vê,
adorei a coluna, vou está sempre conferindo aqui no blog.
As obras do Rembrandt são ótimas, são cheias de emoção. Gostaria de vê-las pessoalmente um dia, rsrsr.
beijos.

Veezinha disse...

Oi Luciara!
Que bom que gostou da coluna, espero vê-la comentando aqui mais vezes! :D Eu também adoraria ver as obras de Rembrandt ao vivo, assim como de todos os outros Grandes Mestres. Seria fascinante e apaixonante! *-*

xx




2012/4/17 Disqus <>

fellipe disse...

Não conhecia nada sobre essas pessoas, mas gostei de saber algo sobre suas obras! Gostei bastante delas, principalmente desta O Cambista (O Rico Insensato)!

Veezinha disse...

Rembrandt tem um estilo próprio e eu confesso que não conhecia muito dele, mas gostei do que vi. Fico imaginando como seria ver suas obras de pertinho! :D

xx




2012/5/1 Disqus

Viagem ao Centro dos Livros disse...

Boa ideia da coluna, irá trazer um público diferente para o BLOG, mas não gosto muito de obras desse gênero.

Abraços...

http://viagemaocentrodoslivros.blogspot.com.br/