quinta-feira, 31 de maio de 2012

Grandes Mestres: Botticelli

A seção Grandes Mestres, que ocorrerá todos os dias 15 e 30, será um retrato dos mais famosos e inovadores artistas que foram selecionados pela editora Abril para compor uma coleção de 25 livros.
Para os amantes das artes, um prato cheio; para os curiosos, a possibilidade de descoberta desses incríveis pintores e escultores que mudaram o seu tempo.

Sandro Botticelli ( aproximadamente 1445 - 1510)

"O convívio, ao longo da vida, com clientes cultos e com os maiores humanistas do seu tempo, o transformou no intérprete ideal das sofisticadas alegorias mitológicas muito apreciadas e requisitadas na era laurenciana. Botticelli viveu o esplendor do Renascimento, traduzindo-o em suas telas por meio de alegorias mitológicas refinadas.
Em um primeiro momento, o pai pensou em inciá-lo na prática mercantil, como o irmão Simone, sem ter se dado conta da inclinação do jovem para o desenho e a pintura. Desde o início, sua pintura revelava um estilo original, ainda que certos modelos fiquem claros."
(Grandes Mestres, Botticelli, Abril Coleções; páginas 5, 12 e 13)

A Descoberta do Cadáver de Holofernes (1470 - 1472)

As figuras, em esplêndidas roupas iluminadas de ouro, se amontoam, encarando horrorizadas e, ao mesmo tempo, atraídas pelo trágico espetáculo.
Não se conhece quem encomendou A Descoberta do Cadáver de Holofernes, confeccionada junto com outra cena, Judith com a Cabeça de Holofernes, em quadrinhos miniaturizados, muito apreciados pelos florentinos da época. A moldura obrigava a examiná-los nas mãos, a determinada distância.


São Sebastião (1474)

Essa obra costumava ficar presa a um pilar na igreja florentina de Santa Maria Maggiore. Especula-se que sua encomenda tenha sido por parte de alguma família da cidade, tendo a ver com a peste que assolava a cidade de Florença e muitas outras mais, contra o qual o santo mártir e também são Rocco eram invocados como protetores.
A plena maturidade estilística de Botticelli demonstrava uma bravura virtuosística, produzindo detalhes como a difícil extremidade do pé direito, apoiando, como o esquerdo, sobre um galho cortado da árvore. O artista concentra sua atenção no jovem, atingido pelas flechas, abandonado pelos carrascos.


Retrato de Jovem com a Medalha de Cosimo de Médici, o Velho (cerca de 1475)

O retrato, ainda hoje dotado de sua moldura original entalhada, apresenta um jovem de olhar triste que, voltando-se para o observador, ostenta entre as mãos uma reprodução em pastilha dourada da medalha comemorativa de Cosimo, o Velho, fundador do prestígio dos Médici.
Embora com várias tentativas de identificações, não se sabe quem seria o modelo para este quadro. No entanto, é provável tratar-se de um artesão ou um homem de estrato social não muito elevado, a julgar pelas vestimentas.


Nascimento de Vênus (cerca de 1483 - 1484)

Neste quadro, Botticelli consegue, na figura maleável e alongada da Vênus, o ápice na procura de uma beleza ideal e de uma perfeição formal coerente com os ideais neoplatônicos. A jovem recupera o protótipo da Vênus pudica, com a mão direita ao seio e a esquerda cobrindo a virilha, com os longos cabelos loiros e reluzentes como ouro como muitas áreas da pintura, em um efeito semelhante aos dos preciosos afrescos sistinos.
Não se trata, no entanto, do nascimento de Vênus, mas da chegada em terra da deusa nascida no mar e impulsionada sobre uma grande concha por Zéfiro abraçado pela ninfa Clóris, na margem da ilha de Chipre, onde "Hora da Primavera" a esperava para cobri-la com um manto cravejado com lírios.


Atualmente, as obras de Botticelli encontram-se, majoritariamente, na Itália. O traço desse Grande Mestre é, sem dúvida, excepcional. Enquanto folheava meu livro da coleção, ficou difícil selecionar as pinturas que apresentaria aqui no blog. Ainda assim, embora com pouco texto, acredito que cada uma delas fale por si só. As cores vivas, até mesmo nas telas mais sombrias, dão um destaque incrível e eu, com certeza, me sentiria encantada se pudesse observá-las de perto algum dia.
Mas, para isso, terei de ir até a Itália! rs

Bibliografia:

1. Abril Coleções, Grandes Mestres vol. 10, Botticelli, pág. 5;
2. Botticelli e a Era de Lorenzo, o Magnífico, pág. 12 e 13;
3. A Descoberta do Cadáver de Holofernes, pág. 44 a 47;
4. São Sebastião, pág. 48 a 51;
5. Retrato de Jovem com a Medalha de Cosimo de Médici, o Velho, pág. 58 a 61;
6. Nascimento de Vênus, pág. 112 a 117.


5 comentários:

Fellipe ramos disse...

Dessas obras gostei bastante de A Descoberta do Cadáver de Holofernes e Nacimento de Vênus, a primeira nem sei explicar o porquê, mas a segunda logo chamou atenção pelas cores

Veezinha disse...

Também gostei bastante delas, Fellipe. Mas confesso que foi difícil escolher! Todas as obras dele chamam a atenção! :D

xx



2012/6/4 Disqus

Rodrigo Caldas disse...

Os dois primeiros quadros dele são muito fortes, já os outros dois são tão diferentes. Gostei do Nascimento de Vênus.

Veezinha disse...

O Nascimento de Vênus deve ser um dos mais famosos. O jeito dele pintar é bem especial e chama a atenção pelas cores.

xx

Karolyne Kazakeviche disse...

Eita, que isso! Não sou muito fã de quadros assim =[ Sei que isso é cultura e tudo mais, mas não me agrada.