segunda-feira, 7 de maio de 2012

#Resenha: Drácula - Bram Stoker

Oi gente!

Esqueci de mencionar ontem, mas atingimos a marca de 666 seguidores!
Muito obrigada a todos que estão participando das promos de 1.000 seguidores e 350 seguidores do Networked Blogs, mas tá faltando um pouco de ânimo no Top Comentarista: Abril hein? Quanto mais vocês participarem, maiores as chances dos prêmios irem ficando cada vez melhores, já pensaram nisso? Afinal, o que é um blog sem os comentários? Preciso saber se tenho que melhorar em algo (todos sempre temos!), o que os agrada, o que não agrada. Vocês são meus jurados! E eu conto com a participação de todos os 666 seguidores. Vamos lá!

Drácula - O Vampiro da Noite
Autor: Bram Stoker
Editora: Martin Claret
Número de páginas: 438
Sinopse: "Publicado em 1879, inspirado em relatos do folclore romeno sobre o nosferatu, ou morto-vivo, e na saga do príncipe Vlad Drakul, que lutou contra os turcos nas Cruzadas. Drácula definiu o arquétipo do vampiro como o ser diabólico que se alimenta do sangue de suas vítimas e tem poderes extraordinários."

Este livro foi cortesia da editora Martin Claret.


Drácula foi um pequeno lembrete à mim mesma que os clássicos não são para todos. Pelo menos, não para mim.
Eu tinha muitas expectativas sobre ele, afinal, ele é o primeiro de todos sobre vampiros, o pai de todo o resto. Bram Stoker, tomando como inspiração Vlad III, o Empalador, criou uma história fantástica para sua época, um homem que sugava o sangue de suas vítimas e tinha o poder de se transformar, impulsionar as pessoas a fazer aquilo que sãs não fariam e viver na calada da noite.
Sim, aqui é o vampiro "original", aquele que precisa de um caixão para dormir, terra ao seu redor, não sai de dia, morre na presença de água benta, da cruz benta e reage ao bom e velho alho. E mesmo com tudo isso, com todo o glamour que eu colocava ao redor da história, ela não me conquistou.
Para mim, ela demorou muito para acontecer. O que foi descrito em 438 páginas poderia, muito bem, ter acontecido em bem menos. Meu maior obstáculo foi a narrativa que, embora muito bem escrita e detalhada, alternando entre vários personagens, deixou de ser fluida e quase se tornou estagnada. Como se você estivesse nadando contra a correnteza. E o que mais me chocou: Drácula, em pessoa, não apareceu tanto quanto eu gostaria, quanto eu esperava.
A história gira em torno de Jonathan Harker, um jovem advogado que é enviado até a Transilvânia, para o castelo do conde Drácula. Lá, ele não só conhece esse personagem excêntrico, como também torna-se seu único hóspede. De lá, ele se corresponde com sua noiva, Mina, uma jovem que vive na Inglaterra e que mantém uma linda amizade com Lucy. Somos também guiados pelo livro através da narrativa de John Seward, um médico que cuida de um manicômio e que registra suas experiências em um diário. Ele é apaixonado por Lucy, mas perde a jovem para um amigo, Arthur Holmwood.
Enquanto Harker está, literalmente, preso no castelo do conde, Mina vai visitar a amiga, que tem uma mãe doente do coração e acaba presenciando episódios de sonambulismo de Lucy, o que a leva a adoecer rapidamente. Ninguém sabe o que se passa com a jovem que, cada vez mais pálida e fraca, fica à beira da morte em poucas semanas. Desesperados, eles recorrem ao Dr. Abraham Van Helsing que parece levar alguma luz às suas preocupações, mas não revela tudo de pronto.
Caminhando pelo livro, as narrativas se alternam entre Mina, Lucy, Jonathan, John e o Dr. Van Helsing. Eu gostei desse estilo, por causa da constante mudança de pontos de vista, mas o que realmente me incomodou foi a inocência de todos os personagens, principalmente de Lucy e Mina. Claro, para mulheres daquela época, deveria ser o esperado. Mas as constantes narrativas, acabaram entediantes. E quando Harker estava prestes a chegar à conclusão sobre o conde, BUM!, Stoker o corta da linha de narrativas e ficamos um bom tempo sem saber dele.
Em suma, Drácula foi uma leitura lenta que, para mim, poderia ter sido bem mais breve. O vocabulário rebuscado me lembrou dos livros da escola e também não ajudou a prender minha atenção. No entanto, a história criada por Stoker é, definitivamente, única. Uma pena que não foi tudo aquilo que eu esperava. Definitivamente, vou tomar mais cuidado com os clássicos. rs

Nota:

10 comentários:

Rafaella Ehlke disse...

Gostei bastante da sua resenha. Ainda quero ler Drácula, está nos meus livros de mais para frente. Pena que agora estou atolada com o TCC rs.

Beijos
Rafa
http://laviestallieurs.blogspot.com.br/

Veezinha disse...

Oi Rafaella!

Muito obrigada, espero que você tenha uma experiência melhor que a minha! rs Boa sorte com o seu TCC, o meu ainda vai demorar alguns anos, mas já estou com medo desde já! kkkk Também estou atolada de livros pra ler!

xx




2012/5/7 Disqus

AliciaTavares disse...

Oiie,

Drácula está na minha lista de leitura deste ano. Não tenho muitas expectativas a respeito deste livro, justamente por ser um clássico e ser bem diferente do que estou acostumada. Espero pelo menos gostar um pouquinho que seja. rsrs.

Beijos

Amigas entre Livros

Veezinha disse...

Oi Alicia!

Acho que você está encaminhada para lê-lo da melhor forma: sem grandes expectativas. Concordo com o que você disse, de ser algo que não se está acostumado a ler! Espero que sua experiência seja diferente da minha! :D
xx




2012/5/7 Disqus

Rodrigo Caldas disse...

É bom saber o que espera quando for ler esse livro, ele foi um primeiros de todos os livros de vampiros e é uma vergonha eu não ter lido ainda.
E eu preciso dizer isso, as capas da Martin Claret são terríveis, até hoje não encontrei um livro dessa editora que tivesse uma capa bonita, até perco a vontade de ler.

http://viciadoemlivrosefilmes.blogspot.com/

Veezinha disse...

Oi Rodrigo!

Eu também me sentia envergonhada de nunca ter lido Drácula e ser uma fã de vampiros. É como não ter lido o manual antes de usar alguma coisa (péssima comparação, já que nunca leio manuais! rsrs), mas não conseguiu me surpreender.
As capas da Martin são bem estranhas mesmo, mas penso que, por se tratar de clássicos, eles querem traduzir nas capas. Mas não se deixe enganar, podem ter livros muito bons e com capas feias! rsrs

xx




2012/5/8 Disqus

fellipe disse...

Tenho certeza que se lesse também não iria gostar, coisas que se passam em épocas antigas não são pra mim! Ainda mais sabendo que a narrativa é lenta e enrolada!

Karolyne Kazakeviche disse...

Que capa fantástica, rs.
Bom, eu gosto de e´pocas antigas, mas narrativa lenta e enrolada sei lá, me desanima um pouco.

Veezinha disse...

Ao contrário de você, Fellipe, eu achei que a narrativa de época chamaria minha atenção. Mas o ritmo arrastado, quebrou totalmente minhas pernas. Simplesmente tornou algo que poderia ser legal em uma completa chatice! :/
xx



2012/6/1 Disqus

Veezinha disse...

As capas de Martin Claret costumavam ser bem feinhas, mas agora que eles estão revisando os livros, vamos ver né? rsrs
A narrativa lenta, definitivamente, estragou o livro e a demora também. Poderia ter sido bem mais dinâmico e emocionante!

xx




2012/6/2 Disqus