segunda-feira, 13 de agosto de 2012

#Resenha: Tokyo Mew Mew 01 - Reiko Yoshida

Continuando com a nova seção de resenhas do blog, o primeiro volume de outra série cujo anime eu assistia pelo Cartoon Network e que, infelizmente, nunca chegou a ser transmitida completamente aqui no Brasil.

Tokyo Mew Mew #01
Autora: Reiko Yoshida
Editora: Panini Comics
Número de páginas: 200
Sinopse: "Zoey Hanson é uma garota normal de 13 anos, até que, num passeio a um museu, recebe um DNA de um gato selvagem da montanha (gato de Iriomote). A partir desse dia, foi obrigada a ser uma heroína, já que para voltar a normal, deve acabar com os ciniclones que querem roubar nosso planeta. Porém, não é só ela que está nessa história: há mais 4 garotas, que vão surgindo ao passar do tempo, também ganhando um ADN de um animal em extinção, para salvar nosso planeta. É uma série romântica, humorista e uma pessoa aprende lições com esta série."

Se tem uma coisa que eu sempre adorei foi passar tardes e mais tardes no Cartoon Network assistindo a animes variados. Mas eu não imaginava que quando tivesse o mangá em mãos, seria exatamente como ter o livro que inspirou um filme. Ler o primeiro volume de Tokyo Mew Mew me levou de volta, para o começo do anime que eu tanto gostava. Encontrei diferenças, algumas melhores, outras nem tanto na minha opinião.
Quando estamos falando de garotas pré-adolescentes que são escolhidas para salvar o mundo com poderes, claro, isso chama a atenção. Mas e se eu disser que elas são transformadas em armas biológicas, contendo DNA de animais presentes na Lista Vermelha (é uma lista feita pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais sobre espécies de animais, plantas, fungos e protistas que estão mundialmente ameaçados de extinção)? Um pouco louco demais?
Eu concordo. Como assisti ao anime há muito tempo e não me lembrava muito bem dos motivos pelos quais elas se transformavam em "super gatinhas", fiquei bem feliz em receber uma explicação completa. O fato é que Zoey (sim, estou usando o nome americanizado) e mais quatro garotas são escolhidas completamente aleatoriamente. Por conta de uma experiência que deu errado, os DNAs de cinco animais em extinção acabaram por penetrar no corpo delas, que nada tinham a ver com a história original.
Então, resta a Elliot e Wesley (sei que vão me matar por estar usando os nomes não-originais, mas, acreditem, me sinto mais à vontade com eles) sairem atrás de Zoey e avisá-la sobre sua nova missão: defender o mundo de animais que tem seu corpo habitado por um parasita capaz de alterar sua essência, transformando-os em verdadeiros predadores, muito perigosos.
Como se já não bastasse Zoey ter que aprender a usar e controlar seus novos poderes depois de receber fracas instruções de seus novos mentores, ela precisa descobrir aonde estão as outras quatro garotas que estavam com ela naquele dia da mutação. Não é algo fácil, afinal, ela só as viu poucas vezes e sequer sabe seus nomes. Mas, com o nome emprego no café-fachada de Elliot e Wesley, eles esperam poder encontrá-las rapidamente, antes que um novo predador ataque.
A história em si parece bem maluquinha, mas tem alguns elementos básicos que venho encontrando sempre nos animes que gostava de assistir: as protagonistas tem menos de 15 anos, estão gostando de algum garoto e são atrapalhadas por conta disso e tem sempre algum outro personagem que formará uma tensão entre ele e a protagonista. No caso de TMM, Zoey está apaixonada por Mark, mas Elliot e Dren (ok, me matem agora, esse nome foi a gota d'água, não?) ajudam a compor uma espécie de triângulo quadrado amoroso já que a tensão rola solta quando Zoey se encontra com esses dois últimos.
Já dá para perceber que esse é o tipo de história que me atrai, não? Eu adoro protagonistas atrapalhadas, mas destinadas a salvar o mundo, com vista em um garoto, cuja aproximação é complicada e, por vezes, engraçada. Eu acho essas histórias muito fofas e divertidas.
A única coisa que não me agradou muito no mangá foi o uso dos nomes originais (claro, Verônica, o que você esperava?) que, para mim, são muito esquisitos. Ler "Ichigo", "Mint", "Lettuce", "Ryou" deixava essas palavras ecoando na minha mente. Não posso reclamar, afinal, eu odiaria se, nos livros, os nomes internacionais fossem traduzidos para variações do nosso português. Seria terrível. Então só ressalto que foi apenas um ponto que me incomodou.
De resto, a lembrança, a oportunidade de conhecer a história como ela foi originalmente publicada e acompanhar desde o começo as aventuras de Ichigo Zoey e suas novas amigas foi um retorno à infância, que fez com que eu me perguntasse por que demorei tanto para começar a ler.

Nota:


2 comentários:

jessica rochafonseca disse...

Que história doidinha.Quando eu era criança gostava mais de animes tipo sakura,sailor moon e cavaleiros dos zodíacos.

Khrys Anjos disse...

Qualquer coisa que nos faça voltar até a nossa infância é válida.
Para os fãs de anime é um prato cheio.

Um leve bater de asas para todos!!!!