quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Grandes Mestres: Kandinsky

A seção Grandes Mestres, que ocorrerá todos os dias 15 e 30, será um retrato dos mais famosos e inovadores artistas que foram selecionados pela editora Abril para compor uma coleção de 25 livros. Para os amantes das artes, um prato cheio; para os curiosos, a possibilidade de descoberta desses incríveis pintores e escultores que mudaram o seu tempo.

Wassily Kandinsky (1866 - 1944)


"Wassily Kandinsky tinha 40 anos, em 1910, quando pintou Primeira Aquarela Abstrata. O trabalho, manchas de cor, traços e formas indefinidas sobre um fundo claro, que lembravam rabiscos de uma criança, abriram um ciclo na trajetória do artista e inauguraram um capítulo na história da arte moderna: o abstracionismo. Kandinsky não se limitou a traduzir em formas e cores a linguagem que nascia. Foi também seu principal teórico."
(Grandes Mestres, Kandinsky, Abril Coleções; página 5)

Munique (O Rio Isar) (1901)

O ano de 1901 marca o início da carreira de Kandinsky como pintor. A paisagem, uma margem do Isar próximo do subúrbio de Grosshesselohe, em Munique, é feita com pinceladas encorpadas e velozes, às vezes espalhadas na superfície com a ajuda da espátula. Os tons ácidos do amarelo e do verde em primeiro plano equilibram-se com o quente marrom alaranjado da ponte que fecha a composição sobre o fundo. Somente em um segundo momento, o olho do observador se depara com o bosque à direita, delineando de maneira estudada, e talvez até por isso mais incerta.


Interior (1909 - 1910)

Além da cor, Kandinsky também se dedicou à análise dos limites da construção tridimensional. A vivacidade cromática desse trabalho sobre cartão sugeriu a alguns críticos uma aproximação aos refinados jogos de cor sobre tons de rosa e violeta criados pelos papéis de parede que povoavam os interiores do francês Pierre Bonnard. A imagem atrai pouco a pouco a atenção e o observador começa a se ater no jogo de referências criado pelas grandes portas semiabertas. A estrutura da perspectiva marcada pela cadeira em primeiro plano contrasta com o jogo entre as superfícies: a impressão espacial é reforçada.


Com Sol (1911)

Durante 1911, Kandinsky se dedica à realização de várias pinturas sobre vidro, tendo como exemplo a tradição decorativa, então em plena atividade nos países dos Alpes bávaros. A paisagem montanhosa é criada com poucas pinceladas. Os muros e as torres de uma cidadela dominam uma colina, e uma segunda cidade ergue-se acima, ao longe. Do lado direito, um barco a remo de cor brilhante contrasta com os movimentos das ondas. Ao lado, uma nuvem escura deita-se sobre a paisagem. À esquerda, um homem e uma mulher estão deitados aos pés das colinas, que três cavaleiros percorrem a galope. O sol brilha no alto.


Rosa Decisivo (1932)

As formas individuais, que nas obras anteriores se interceptavam, criando impressões de ambivalência espacial, parecem adquirir maior autonomia. O procedimento de sobreposição passa a ser substituído pelo artista por sistemas de ordenamento gráfico interno, similares a matrizes e linhas de um pentagrama, sobre o qual ele organiza uma sequência de pequenas figuras. Falta uma verdadeira matriz linear, mas as figuras geométricas são distribuídas sobre o plano de maneira uniforme, todas alinhadas perpendicularmente. Nesse período, Kandinsky começa a trabalhar com tons pastel e Rosa Decisivo é elaborado sobre o efeito do evidente contraste entre o fundo amarelo e o preto das figuras sobrepostas.


Composição X (1939)

Em Composição X, a tela é subdividida ao meio em duas áreas de gravitação principais, em torno e sobre as quais se concentram diversas formas geométricas. Essas duas áreas, no seu todo, parecem dotadas de tensão centrífuga: aproximando-se na parte inferior da tela e se afastando em direção aos seus limites externos superiores. Ordem e dinamismo agregam-se em uma única imagem.


As obras de Kandinsky concentram-se em museus da Alemanha, Estados Unidos e França. O que realmente me chamou a atenção em seu trabalho foram os elementos que sempre aparecem conforme damos uma nova olhada em uma obra ou outra. Sem contar que as cores, sejam elas vivas ou delicadas acabam se tornando muito agradáveis de se observar. Definitivamente seria um Grande Mestre que eu gostaria de ter na minha casa (uma reprodução, é claro).

Bibliografia:

1. Abril Coleções, Grandes Mestres vol. 18, Kandinsky, pág. 5;
2. Munique, pág. 40 e 41;
3. Interior, pág. 56 e 57;
4. Com Sol, pág. 70 a 73;
5. Rosa Decisivo, pág. 122 a 125;
6. Composição X, pág. 134 a 137.


8 comentários:

Clara Beatriz disse...

Não entendo nada de arte, mas acho bem bacana. 25 livros? Nossa muita coisa hein!

Gabriel Sousa disse...

Não sou um grande amante de pinturas, mas já o conhecia, uma vez na aula de artes meu professor o citou *-*
Achei muito lindo o Composição x .

Sayonara Lima Augusto disse...

Os quadros são legais. Mas tenho que confessar que não entendo nada de arte, e as únicas opiniões que consigo dar a respeito é se acho feio ou bonito :P Achei legal essa ideia da Abril

Cassia Moura disse...

Achei o quadro Interior lindo adorei as cores eo jeito meio desfocado do quadro muito lindo mesmo na verdade todo são lindos mais gostei mais do Interior...


xoxo

Gabriela Brito disse...

Sempre é tão legal passar um tempo observando quadros como esses, parece que a cada momento eu descubro algo novo... Alguns me remetem a algo, e outros simplesmente são bonitos de se olhar. Se não fossem tão caros, encheria minha casa deles!

Fernanda Faria disse...

Eu não conhecia esse artista,mas nunca fui muito ligada em arte ;/ não entendo nada, até estudei bastante isso na escola, aprendi sobre todos os movimentos, mais nunca fui muito ligada. Gosto bastante de pontilhismo, até fazia vários quando era menor. Achei os quadros bem legais.

Rodrigo Moreira Dias disse...

Eu sempre procurei conhecer sobre pinturas antigamente, mas não sei porquê parei por um tempo. Queria voltar a interessar sobre. E esse post fez acender uma faísca de interesse pela arte KKK
Eu amei as obras desse artista. Vou até procurar mais coisas sobre ele agora.

Fernanda Rodrigues Mendonça disse...

Eu nao conhecia esse pintor ainda, mas nao gostei muito.

Assim, prefiro pinturas q sejam mais realistas e algumas dele parecem coisas de criança xD

=**