sábado, 15 de dezembro de 2012

Grandes Mestres: Matisse

A seção Grandes Mestres, que ocorrerá todos os dias 15 e 30, será um retrato dos mais famosos e inovadores artistas que foram selecionados pela editora Abril para compor uma coleção de 25 livros. Para os amantes das artes, um prato cheio; para os curiosos, a possibilidade de descoberta desses incríveis pintores e escultores que mudaram o seu tempo.

Henri Matisse (1869 - 1954)
"O poeta Aragon diz: 'Basta deixar para Matisse, porque em suas mãos as coisas mais pobres e insignificantes se tornam objetos de luxo'. Aqueles olhos claros e indagadores, por trás dos óculos de professor, tinham o mesmo olhar crítico e reflexivo de Toulouse-Lautrec. Eles se voltaram para o que é raro, o que constitui um luxo. Daí o amor de Matisse pelas coisas requintadas das quais se cercava: azulejos persas, sedas orientais, cristais, tapetes finos, pássaros exóticos, mulheres de movimentos suaves e odaliscas. Nele, a pessoa e a arte têm essa atmosfera rara, quase única de harmonia com a vida."
Werner Haftmann


Cabeça de Mulher. A Risca Verde (1905)

Modelo predileta dessa fase, Amélie Matisse trabalhara até 1903 como modista num pequeno negócio, tomando para si parte do fardo não exatamente leve da vida familiar. Nesse sistema realista, a linha verde do título envolve um componente de abstração funcional. A cor divide o rosto em duas partes - um iluminado, outro na sombra - e, ao mesmo tempo, sugere volumes.


Marguerite (1906 - 1907)

Exposto no ateliê de Picasso, na Rua Ravignan, Marguerite era alvo de zombaria e desprezo pela entourage do pintor espanhol. O princípio da simplificação domina a representação. Traços faciais são reduzidos a uma taquigrafia mnemônica (o nariz visto de lado, a linha contínua entre nariz e sobrancelha, a estilização dos olhos amendoados). A cor é definida de modo planificado, segundo o princípio que nega a fidelidade representativa e, casa, ao contrário, por causa do amarelo do fundo e do esmeralda dos cabelos, com o preciosismo do Oriente.


Harmonia em Vermelho (1908)

Esta tela pode ser considerada um mero exercício de cor e de suas possibilidades expressivas. Originalmente, foi baseada em tons de azul. Trata-se de uma obra de elegância refinada, como se nota observando a linha fluida do contorno, que torna evidente cada elemento da composição como parte importante do tecido ornamental que reveste a mesa e a parede. Mas, ao mesmo tempo, é uma representação simples e direta e, para alguns críticos, até mesmo brutal.


Peixes Vermelhos (1912)

Matisse voltou muitas vezes ao tema dos peixes vermelhos, atraído pela combinação entre objetos animados e inanimados. O pintor se concentra no efeito decorativo da composição, na qual a trança, entre as cores e as linhas, remete à arte islâmica, aos tapetes e às cerâmicas que ele havia visto na sua passagem pelo Marrocos, entre 1911 e 1913.


As obras de Matisse encontram-se, principalmente, nos Estados Unidos, França e Rússia. Eu, particularmente, não gostei muito das obras de Matisse, até foi difícil escolher as obras para montar o post. Tudo o que posso dizer é que ele adorava colocar um vermelho e que Picasso era bem próximo a ele. Bem, penso que seu olhar peculiar em transformar coisas singelas em luxuosas é o que tenha feito entrar para essa coleção, embora eu não tenha percebido essa característica em suas obras.


Bibliografia:

1. Abril Coleções, Grandes Mestres vol. 20, Matisse (orelha);
2. Cabeça de Mulher. A Risca Verde, pág. 68 a 71;
3. Marguerite, pág. 98 a 101;
4. Harmonia em Vermelho, pág. 116 a 119;
5. Peixes Vermelhos, pág. 132 e 133.


4 comentários:

Fernanda Faria disse...

Como eu já disse em outro post, eu não entendo muito de arte, então fica bem dificil de opinar; Achei o quadro peixes vermelhos bem fofinhos *.*
beijos

Clara Beatriz disse...

Também não entendo nada de arte, mas achei os quadros bem legais. Nossa 25 livros? que legal!

Layse Hana disse...

Não entendo nada de arte mais adorei os quadros!


xoxo

Thaynara ribeiro disse...

Estudei Matisse no ano passado e não lembro quase nada rsrsrs não entendo nada de arte., mas gostei dos quadros dele.