sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

#Indicação - Filme: Os Três Mosqueteiros

Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers) - 2011

O jovem D'Artagnan, depois de sair da Gasconha e viajar para Paris, conhece os mosqueteiros Athos, Aramis e Porthos, e tentam impedir que o Cardeal Richelieu e sua agente Milady de Winter causem uma guerra entre a França e a Inglaterra.


Inspirado na obra de Alexandre Dumas, para começar, esse filme deveria se chamar Os Três Mosqueteiros e o agregado. Piadas à parte, fiquei realmente interessada em ler a obra, principalmente depois de assistir, há muito tempo, O Homem da Máscara de Ferro, uma sequência não-oficial aos Três Mosqueteiros. Esse foi o meu primeiro contato com eles. Quando fiquei sabendo dessa nova adaptação que traria, no elenco, peças como Orlando Bloom, Logan Lerman (e que cabelo é esse?) e minha queridíssima diva Milla Jovovich (ops, agora vilã), esperava um bom filme. Mas o que temos nessa adaptação é uma história com muitas cenas de luta, atores bons, mas efeitos especiais lamentáveis.
Para julgar melhor esse filme, sem dúvidas, teria de conhecer um pouco mais da história dos Três Mosqueteiros, mas, como sou leiga nesse assunto, ficarei restrita ao filme mesmo. Logan Lerman (mais conhecido como Percy Jackson) é D'Artagnan que, ao deixar seus pais em uma pequena cidadela do interior, vai a Paris e, começando a causar confusão logo depois, "sem querer" acaba esbarrando com ninguém menos do que Athos, Porthos e Aramis ao chegar à cidade grande. Eles, há algum tempo, deixaram de viver da fama de mosqueteiros após um serviço ter dado errado e, então, tem vivido como pessoas comuns, embora a identificação seja fácil.
Sem saber, D'Artagnan arranja briga com os três, mas, antes que possa provar o quão bom na espada é, os cavaleiros do Cardeal, liderados justamente por aquele com quem D'Artagnan criou confusão antes, aparecem, desviando-o de seu objetivo. Inconsequente, ele começa a lutar com os vários guardas e, posteriormente, recebe a ajuda dos mosqueteiros passando, então a acompanhá-los.
Depois desse episódio, são levantadas suspeitas de que uma traidora do passado, Milady, esteja tramando, junto com o Cardeal, uma possível guerra entre França e Inglaterra. Para isso, utilizarão o Duque de Buckingham como bode expiatório para seguir com seu plano. E já que o rei da França não é dos mais espertos, tudo ficará fácil demais e, por isso, caberá aos três quatro mosqueteiros salvar a França, mesmo que, no final, não fiquem com todo o crédito.
O que mais me incomodou no filme e que, definitivamente, estragou qualquer glamour foram os efeitos especiais trágicos. Tinha tudo para ser ótimo, um cenário de época, as roupas muito bem confeccionadas e detalhadas, além de, é claro, pontuar que o Rei Luís XIII e sua consorte, a Rainha Ana, eram crianças quando a história se passa. Claro que os atores passam uma ideia de jovialidade ao casal que, sem dúvidas, me deixou bem interessada em saber mais sobre eles. De fato, eles se casaram antes mesmo de completarem 15 anos, uma curiosidade que vale a pena ser comentada.
Os Três Mosqueteiros (e o agregado) são os protegidos do Rei, então, nada mais coerente do que defendê-lo e impedir que uma guerra se inicie. Eles vão atrás de Buckingham para impedir que Milady, que já está alguns passos a frente, conclua seu plano, mas os arranjos mudam de direção quando tudo está por um fio de acontecer.
Toda a cena de perseguição e luta contra o Duque é feita em dirigíveis, o que deixa bem claro a falta de qualidade nos efeitos. Dá para perceber nitidamente que foram filmados em fundos verdes o que acaba com o encanto. A fotografia também deixa um pouco a desejar, afinal, reproduzir a França e Londres do século XVII não é fácil, mas, na minha opinião, poderia ter sido um pouco melhor em face de todas as tecnologias de que a indústria cinematográfica dispõe hoje em dia.
No geral, a história poderia ter sido bem mais atraente com a adição de efeitos bem feitos já que o cenário conta muito no decorrer do enredo. Particularmente não indico o filme, a não ser que você queira assistir por sua própria conta e risco, exatamente como eu fiz, ou, então para prestigiar o trabalho de algum ator favorito que esteja presente no filme.
Não esperem muita coisa; mas agora estou determinada a ler a história de Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan exatamente como foi originalmente escrita para, depois, assistir às adaptações com um olhar diferente e mais crítico.
Uma outra curiosidade: Alexandre Dumas (pai) também é o autor de O Conde de Monte Cristo, próxima adaptação que será indicada aqui no blog. Aguardem.

Nota:


6 comentários:

alice aguiar disse...

eu ainda nao vi esse filme e nem tenho muita vontade viu

Clara Beatriz disse...

Bom já vi esse filme na locadora, no começo tive interesse mas agora que li sua resenha, não sei se vale a pena mesmo! Acho que tenho que ler o livro primeiro, não sou como você! Assisto o filme, se não gosto, perco esperanças para lê o livro!

Fernanda Faria disse...

Quando eu vi o trailer desse filme fiquei morrendo de vontade de assistir. Mas acabou que perdi o prazo em que ele ficou no cinema. Até tinha vontade de assistir de novo, mas depois dessas 2,5 estrelas eu desanimei. kkkkkkkkkkkkkkkkk

Thaynara ribeiro disse...

Não curto os três mosqueteiros, os filmes deles não despertam meu interesse.

Layse Hana disse...

Ja tinha visto o trailer do filme e gostei bastante, estou super curiosa para poder ver o filme!


xoxo

Amanda Valverde disse...

Esse filme é otiiiiiiiiiimo!

amanda.valverde2@hotmail.com