terça-feira, 18 de junho de 2013

#Resenha: Um Gato de Rua Chamado Bob - James Bowen

Oi gente!

Hoje trago para vocês dois posts muito especiais. O primeiro deles é essa resenha, cujo livro terminei de ler hoje e fiquei muito emocionada e muito feliz em poder compartilhar tão rapidamente sobre a minha experiência; e a segunda é a indicação de um lançamento dos cinemas, muito aguardado e que, mesmo não sendo fã, fiquei completamente deslumbrada com o que vi!
Como podem reparar, o background do blog deu uma breve mudada; saiu a imagem do Parlamento Britânico e entrou uma outra muito mais fofa e que eu acho que ficou muito mais a cara do blog. Vocês não acham? Eu adorei a mudança! Fazia algum tempo que estava à procura de alguma imagem bacana para substituir e, graças à Luara, do blog Estante Vertical, esse desejo se materializou e a ajuda dela foi muito importante. Obrigada, Lu!
E agora, vamos à resenha?

Um Gato de Rua Chamado Bob
Autor: James Bowen
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 240
Sinopse: "Quando James Bowen encontrou um gato ferido, enrolado no corredor de seu alojamento, ele não tinha ideia do quanto sua vida estava prestes a mudar. Bowen vivia nas ruas de Londres, lutando contra a dependência química de heroína, e a última coisa de que ele precisava era de um animal de estimação. No entanto, ele ajudou aquele inteligente gato de rua, a quem batizou de Bob (porque tinha acabado de assistir a Twin Peaks).
Depois de cuidar do gatinho e trazer-lhe a saúde de volta, James Bowen mandou-o embora imaginando que nunca mais o veria. Mas Bob tinha outras ideias. Logo os dois tornaram-se inseparáveis, e suas aventuras divertidas — e, algumas vezes, perigosas — iriam transformar suas vidas e curar, lentamente, as cicatrizes que cada um dos dois trazia de seus passados conturbados.
Um Gato de Rua Chamado Bob é uma história comovente e edificante que toca o coração de quem a lê."

Compre: Saraiva | Submarino

Este livro foi cortesia da editora Novo Conceito.


Já tinha algum tempo que estava querendo trazer aqui para o blog a resenha de um livro lançado recentemente, mas eu sempre acabava por escolher outras leituras, era atrapalhada pelas provas...aí já viu. Lá se ia minha oportunidade.
Mas, no caso de Um Gato de Rua Chamado Bob, não consegui conter minha ansiedade. O livro já havia sido votado por vocês para ser uma das minhas próximas leituras e eu o passei na frente de muitos outros livros. E não me arrependi nem um pouco. Foi uma das leituras mais motivadoras, especiais, intrigantes e surpreendentes que já tive, principalmente em se tratando de uma biografia, gênero do qual não costumo ser muito fã.
A história de vida de James Bowen é, sem dúvida, uma verdadeira prova de perseverança, esforço, luta e muita fé. Desde o começo, só de ler a sinopse do livro, já temos uma breve ideia de que sua vida não foi fácil. E, realmente, não foi. Mas, ao invés de começar sobre como ele foi parar em uma moradia subvencionada pelo governo, tendo que fazer tratamento com metadona e apresentações de rua para sobreviver, James vai direto ao ponto: quando e como ele conheceu Bob.
Bob. O gato laranjinha, a faísca de que James precisava para resolver, de uma vez por todas, ajeitar sua vida. Esse gatinho muito esperto e belo, proveniente das ruas e encontrado por ele, certa noite, no corredor escuro do prédio em que morava foi o responsável por uma enorme reviravolta na sua maneira de ver a própria sobrevivência e qual rumo queria tomar para a vida.
Recuperando-se do vício em heroína e de longos tempos morando nas ruas, James decide acolher o gatinho em seu apartamento e cuidar dele, já que parece faminto e está com uma ferida na perna. Esta é a primeira noção de responsabilidade que ele admite ter há algum tempo. Por isso, quando ele sai para apresentar-se na região de Covent Garden e conseguir dinheiro para sustentar, não só mais a si, mas também a Bob, fica surpreso ao ver o gato segui-lo, apesar de suas tentativas de despistá-lo.

"Viver nas ruas de Londres desnuda sua dignidade, sua identidade - sua totalidade, de fato. O pior de tudo, desnuda a opinião das pessoas a seu respeito. Elas veem que você está vivendo nas ruas e o tratam como uma não pessoa. Não querem ter nada a ver com você."
(pág. 36)

E Bob, imediatamente, chama a atenção. James rapidamente percebe que o gatinho alaranjado não só está se tornando uma ótima companhia, como também um bom chamariz para suas apresentações e, assim, fazendo-o conseguir dinheiro suficiente para cuidar de ambos por alguns dias. A amizade deles começa a crescer rapidamente, a conexão é clara, estava lá desde o início. E esse é um dos pontos mais bonitos do livro: James não só encontra em Bob um amigo, um companheiro, como também um motivo para continuar vivendo, para evoluir, buscar alcançar novos objetivos em sua vida a cada dia. E para Bob, James parece ser a fonte de carinho, conforto e companhia que há muito, ou talvez nunca, fora parte de sua vida felina.

"Foi quando voltei naquela noite que algo começou a afundar-se dentro de mim. Não era apenas uma questão de ganhar dinheiro. Eu não morreria de fome. E minha vida era muito mais rica por Bob fazer parte dela."
(pág. 83)

Mas, desde logo, percebemos que a vida nas ruas não é nada fácil, mesmo que você esteja só cantando, numa boa, sem causar maiores problemas. Há sempre alguém preparado a colocar tudo abaixo quando você menos espera, o que me fez perceber que, ao mesmo tempo em que as pessoas se encantavam por Bob, havia também aquelas com maldade no coração, dispostas a grosserias terríveis que fizeram com que meu coração se apertasse.
Afinal, sabemos que James está lutando há algum tempo para se ver livre das drogas, procura manter uma rotina, procura ganhar dinheiro da forma como pode (cantando nas ruas) e, agora, encontrou em Bob o apoio de que precisava para continuar buscando melhorar sua vida e a do pequeno gato também. Então, por que ser tão cruel? Por quê?

"- Somos você e eu contra o mundo - disse a ele. - Nós somos os dois mosqueteiros."
(pág. 89)

Embora as gentilezas cheguem, parecendo iluminar a longa jornada desses dois companheiros, as pedras pelo caminho são numerosas e constantes. Peguei-me em vários momentos indignada ao ler sobre os apertos que James e Bob passavam, muitos deles, por pura maldade das pessoas. Quando eu pensava que tudo correria bem, finalmente, lá vinha mais um problema pela frente. Foi uma série de provações, as quais acompanhei pela narrativa de James e, cada uma que eles venciam, sentia-me ainda mais aliviada e feliz por vê-los terem tanta força de vontade e esperança para ultrapassar qualquer tipo de obstáculo. Uma enorme lição de vida que nos mostra o quanto ela pode ser difícil e até faz parecer que, quanto mais "na pior" a pessoa estiver, mais coisas ruins lhe acontecem. Surpreendente, mas não desanimador.
E, claro, temos o Bob. Ele é uma excelente prova de como James consegue passar pelos maiores perrengues e esforçar-se para dar a volta por cima. Esse gato de personalidade forte e contagiante é de grande ajuda na hora de despertar em seu novo dono os instintos mais protetores e, ao mesmo tempo, sensatos. Bob ajuda a manter James "nos trilhos", fornece-lhe o guia para seguirem com suas vidas da melhor forma possível: juntos.

"Bob era um gato curioso. Naturalmente, o mundo era um lugar infinitamente interessante para ele. Não importava quantas vezes viajássemos, ele nunca cansava de pressionar-se contra o vidro."
(pág. 156)

O fascínio por Bob toma conta de todo o livro, é simplesmente contagiante. Eu fiquei absolutamente apaixonada por ele e com muita vontade de tê-lo conhecido em Londres, assim como James, é claro. A parceria dos dois é algo tão belo e tocante, que eu não conseguia parar de sorrir ao virar as páginas do livro, uma atrás da outra. Bob trouxe, além de muitas outras coisas, esperança para a vida de James, ajudou-o a encarar o mundo ao seu redor de outra forma, deu-lhe força, inspiração para continuar lutando e acreditando que, um dia, chegaria lá.

"Eu estava abobalhado. Tais atos espontâneos de generosidade não haviam exatamente feito parte de minha vida nos últimos anos. Atos aleatórios de violência, sim; de bondade, não. Foi uma das maiores mudanças que Bob trouxe consigo. Graças a ele, redescobri o lado bom da natureza humana. Havia começado a depositar minha confiança - e minha fé - nas pessoas novamente."
(pág. 163)

E, em meio a tanto caos, fiquei muito feliz ao perceber as coisas boas que iam surgindo da parceria de James e Bob e seu crescente reconhecimento pela região de Londres onde eles costumavam se instalar. Finalmente passei a acreditar que haveria, sim, dias nebulosos, mas que também havia muitas pessoas que queriam o bem dessa dupla inesperada e tão certa.
Enquanto acompanhamos a convivência de James e Bob, James também nos explica como foi sua vida até o momento em que o encontrou. Sua infância, seu problema com a família, seu envolvimento com as drogas, percebemos muito a sua evolução ao longo do livro e ao final, mais do que nunca, estava torcendo muito para ele.
Largar um vício não é fácil, é preciso muita força de vontade e determinação e acredito que Bob era o que faltava para James ter a certeza para deixar todo o seu passado sombrio aonde deveria ficar: no passado. Sua reerguida não foi nada fácil, mas ele conseguiu, o que só nos mostra que não podemos desistir; temos que nos levantar, mesmo que os dias pareçam sombrios e os problemas pareçam não ter saída. Precisamos encontrar uma solução, dar a volta por cima. E o exemplo que vimos em Um Gato de Rua Chamado Bob é mais para aplaudir em pé e nos fazer pensar. Simplesmente uma incrível história de vida!

"Tudo de que eu precisava era Bob. Não apenas naquele dia, mas durante todo o tempo pelo qual eu tivesse o privilégio de tê-lo em minha vida."
(pág. 228)

A capa é ma-ra-vi-lho-sa, a foto do Bob, mais apertável do que nunca, todo estiloso nesse cachecol e, na parte de dentro do livro, o trabalho gráfico ficou lindo! Tem detalhes de patinhas de gatos por todas as partes das páginas, dando um charme a mais e o marcador de página, em formato de guitarra, ficou super bonito, embora nada prático na hora de cumprir sua função. rsrs
Adorei a leitura, super indico. Não deixem de conferir como foi que esse gatinho cor de laranja e esse músico encontraram-se e tornaram-se inseparáveis, em uma linda amizade.

Nota:



17 comentários:

alice aguiar disse...

cara esse livro parece mega fofo .w.

Gabriel Sousa disse...

A vida nas ruas não deve ser nada fácil mesmo ;ç (inclusive adoraria que as pessoas fossem mais amáveis com os moradores de rua).

Como você disse é mesmo muito difícil largar qualquer vício, imagino que James tenha passado poucas e boas ao lado do Bob.

A capa do livro é mesmo fofa *-* (ps: tá fofo o background novo *-*)

Abraços ;*

Rodrigo Lessa disse...

Só de olhar para a capa eu lembro de Marley e Eu, mas nem são parecidas as histórias, nem tanto u_u mas vem essa coisa fixa na minha cabeça. Entaao.. Gostei o livro porque trata desse amor e afeto, acho tão fofo e tão bonitinho, ver que há essa relação humana-animal e ela pode ser a mais amigavel e mais amorosa de todas. Acho que vou me emocionar lendo esse livro. Quero muito le-lo.

Veezinha disse...

Suas resenhas ~são~ enormes, apenas tenho tido muita inspiração ultimamente. rsrs
Também não sou muito fã de histórias envolvendo animais, mas essa foi espetacular. Realmente espero que você goste e foi por isso que fiz tanta questão que fosse uma de suas próximas leituras. :D

xx

Fernanda Faria disse...

Eu acabei de ganhar esse livro em um top comentarista, espero que eu goste tanto quanto você. Quero muito conhecer a história de James e BoB
beijos

Vanilda Procopio disse...

Minha irmã tem muitos gatos e ela e minhas sobrinhas são fascinadas pelos bichanos, então tenho uma ligação também com eles. u tenho o livro, mas está na fila para ser lido ainda, o que espero fazer em breve. Pela sua resenha, é uma bela história de superação e amizade e além disso deve trazer muitas mensagens bonitas.

Adriana disse...

Esse livro é lindo, nos mostra exatamente como um animal de estimação pode ser sim, o melhor amigo que uma pessoa pode ter...eu me apaixonei por Bob, quando li esse livro e me emocionei em várias passagens do livro, pela luta de James pra conseguir dinheiro pra comida dele e de Bob, é realmente uma leitura incrivel e que nos da uma lição de vida! Sua resenha ficou tão emocionante quanto o proprio livro é! Parabéns! :)

Michelli Santos Prado disse...

Não imaginei que fosse um livro com uma história tão legal. Pensei que era sem muito conteúdo sabe, mas pela resenha é um linda história entre um humano e um bichinho. E sempre vejo ótimas resenhas do livro, impossível não ficar curioso!!

ELIZABETH MACHADO DE SALLES disse...

A história dos dois é linda. Quando li a resenha fiquei apaixonada pela história desses dois, do convívio dos dois, do amor e do entrosamento. Vou adorar ler e conhecer mais um pouco a história de vida deles.Beijos.

Jessica Rocha disse...

Simplesmente amei sua resenha, não tinha dado tanta atenção à essa obra, agora estou super ansiosa, pela leitura. Realmente o Bob é fofo *__* Sempre quis ter um gatinho!
O layout do blog está lindo, tinha tempo que eu não passava por aqui >.<
Beijos!

Karen Senoo disse...

Awn simplesmente adoro livros que envolvem animais! Marley & Eu me
fez chorar muito, é uma história linda que mostra os poderes de uma
amizade entre bichos de estimação e os homens. Ainda não conheço o autor
mas desde já sinto que vou gostar imensamente dele. Ansiosa para ler
esse livro! =)

Bjs
@tibiux

Cris Aragão disse...

Apesar de já conhecer a história de como um gatinho mudou a vida do seu amigo eu tenho muita vontade de ler esse livro. Tempos antes do lançamento do livro por aqui eu vi uma matéria sobre a história de amizade dos dois e fiquei comovida. Está na minha lista de desejados.

Georgia Germer disse...

Um felino na vida de uma pessoa faz toda a diferença! Muda a rotina (coincidentemente, o meu acaba de saltar pelo notebook!) e ensina uma lição de vida nova a cada dia. O Bob tem todo jeito de ter feito a diferença na vida de James!

Veezinha disse...

Eu não conheço muito bem a história de Marley e Eu, Rodrigo, mas posso garantir que é bem diferente porque retrata pura e simplesmente a vida nas ruas. E, claro, o Bob continua vivinho da silva. rsrs
É maravilhoso o livro, extremamente tocante e que te coloca para pensar, nas suas atitudes, na forma como você se sente e como olha para o outro. A vida pode ser muito injusta com algumas pessoas, mas, nesse caso, vemos como é não desistir e continuar lutando.

xx

Veezinha disse...

É uma situação muito complicada; você vai lendo pelo o que eles passavam e sente uma angústia enorme, sente vergonha também, sabe? Porque é verdade, algumas pessoas podem ser tão cruéis...
As aventuras (e desventuras) não param, é uma torcida sem fim durante a leitura, mas muito legal!
(Fico feliz que tenha gostado do novo background ;D)

xx

Ricardo Biazotto disse...

E tem gente que ainda fala que minhas resenhas são enormes.... Brincadeira, bilauta.
Como você sabe, essa será uma das minhas próximas leituras, já que foi o desafio imposto por você mesma, e já espero encontrar muita coisa interessante e uma história de vida inesquecível. Não costumo gostar de livros/filmes que mostram essa ligação com os animais (apesar de achá-los essenciais), mas como costumo ler biografias, tenho quase certeza que vou me surpreender com essa leitura.
Vou seguir sua dica, certamente. E que bom que você gostou.

Beijos
Ricardo - www.blogovershock.com.br

Naty C disse...

No começo eu não estava muito interessada por esse livro, mas depois de ler várias resenhas elogiando mudei de opinião. Esse parece um livro emocionante e já está na minha lista de desejados.