sexta-feira, 12 de julho de 2013

#Resenha: A Jornada das Cem Mil Léguas - M. E. C. Larrúbia

A Jornada das Cem Mil Léguas
Autor: M. E. C. Larrúbia
Editora: Dracaena
Número de páginas: 292
Sinopse: "Cinco jovens são unidos pelo destino que reserva grandes coisas em uma memorável jornada, uma jornada que aos olhos da razão é vista como uma proeza inefável. Tão impossível quanto os sonhos desses cinco jovens tão diferentes, contudo, tão dependentes uns dos outros. Uma história que demonstra muitos valores e virtudes, sendo que a principal delas é, "nunca se é um herói sozinho". Billy Jack, Ceruliam Lorene, Jullius Forrest, Logus Thunderbird e Cheddar Longsword tem personalidades tão marcantes quanto seus maiores e impossíveis sonhos. A grande esperança que possuem compensa de longe as circunstâncias do impossível, pois ousaram acreditar em algo a muito esquecido em seu fantástico mundo chamado Medúnia, algo que trará a realidade os seus maiores sonhos. A fé. Algo forte o suficiente para os tornarem imbatíveis. A grande jornada que lhes espera será como um discipulado, jornada essa necessária devido a um antigo mal que jaz no mundo, assim como é conhecido, uma misteriosa força tão incompreensível quanto o aspecto da fé. E assim eles seguirão até o fim numa promessa que fizeram, galgando os impossíveis até realizarem os seus sonhos nesse mundo onde a fronteira do fantástico, mistério e heroísmo não possuem limites. Mostrando que o impossível como se conhece não passa de uma questão de escolha."

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Este livro foi cortesia da editora Dracaena.

A Jornada das Cem Mil Léguas foi outra das minhas novas experiências desse ano. Por incrível que pareça, ultimamente ando pegando livros com histórias bem peculiares, que ousam fugir do normal. Dessa vez não foi diferente também. Foi uma leitura cheia de surpresas, bem diferente do que eu estou acostumada, é verdade, mas ainda assim, muito interessante.
Com um cenário próprio, não se valendo de nenhum território já existente, somos levados por uma terra mágica onde humanos, elfos e outros seres convivem em diferentes reinos. Nesse momento eu me lembro de Senhor dos Anéis e olha que a narrativa aventureira só está começando. Logo conhecemos os personagens que acompanharemos: Billy Jack, Ceruliam Lorene, Jullius Forrest, Logus Thunderbird e Cheddar Longsword. Confesso que fiquei confusa com tantos nomes que, sem dúvidas, fogem ao comum. Mas, como eu logo perceberia, muitas coisas nesse livro não teriam nada de ordinário.

"Cheddar olha Ceruliam, que dava um sorriso irônico, e depois observa em volta de si, e descobre que parecia estar cercado de amigos, mas eles acabaram de se conhecer aleatoriamente em meio a uma multidão! Até mesmo Billy Jack se manteve quieto. E acenou com a cabeça dizendo que todos ali tinham razão. Aqueles garotos agora não eram apenas colegas de evento, eram amigos." 
(pág. 56)

Quando esses cinco jovens tão diferentes encontram-se no torneio que trará a glória de heróis para os ganhadores, eu podia jurar que essa seria a tal da jornada das cem mil léguas. Mas assim que alguns capítulos se passam e a missão é cumprida, logo começo a me perguntar sobre qual seria a verdadeira missão desses jovens e o que mais estaria por vir.
Enquanto percorrem Medúnia, Billy, Cerulian, Jullius, Logus e Cheddar tem a oportunidade de conhecer um pouco mais uns sobre os outros e criam uma grande amizade, mesmo que tão rápido. Eles tornam-se verdadeiros solucionadores de problemas, embarcando em uma aventura atrás da outra, não importando o quão perigosa possa ser; como os heróis, eles estão dispostos a ajudar.

"- (...) Porque o herói que quiser salvar sua a própria vida, irá perdê-la, mas aquele que esquece de si em benefício dos outros, este será eterno - ensinava o experiente Nico." 
(pág. 110)

Como tem acontecido com outros livros, meus principais problemas com A Jornada das Cem Mil Léguas foram: narrativa e revisão. A narrativa era em terceira pessoa, o que poderia ser ótimo, se o narrador não ficasse todo o tempo conversando com o leitor, quase como se ele opinasse. Para mim, foi um aspecto nada dinâmico, deixou o livro um pouco cansativo, juntando isso aos capítulos longos, e eu acho que o tempo verbal deveria ser revisto porque ficar alternando entre presente e pretérito, para mim, não dá certo. Ou você conta as ações dos personagens como se elas já tivessem acontecido ou você as conta como se elas estiverem acontecendo.
A revisão poderia ter sido bem melhor, encontrei muitos erros, de digitação, ortografia, tinha até algumas frases em negrito no meio do livro! Não faz o menor sentido! Precisava estar mais atento a isso.
Outra coisa que me deixou bem aborrecida foi o rumo que a história tomou mais para o final, fazendo com que eu terminasse o livro extremamente insatisfeita. Foi como se tivessem arrancado as páginas finais ou o papel tivesse acabado porque o livro acabou de forma tão de repente e sem levar a lugar algum que eu me senti perdida. A história foi, foi, foi...e não terminou. Na minha opinião, estava mais do que certo de que a tal jornada seria o foco principal do livro, mas acabou que ela foi sendo empurrada e só foi lembrada bem no finalzinho.
Mas o ponto que realmente me fez apreciar a leitura foi a originalidade do enredo. O autor criou o próprio universo, soube colocar seus personagens em aventuras bem diversificadas, ainda que em um mesmo livro e não economizou na imaginação.

"A energia negativa não mais tinha controle sobre ele. Estava confiante e feliz, sabia de seu destino e sabia que grandes coisas estavam reservadas para ele e seus amigos." 
(pág. 192)

Portanto, apesar das falhas técnicas e da leve deslizada do autor, o que o fez perder o foco no objetivo do livro que, a meu ver, era para estar diretamente ligado ao título, A Jornada das Cem Mil Léguas foi uma leitura interessante e aventureira, que eu indico para quem estiver em busca de livros que saiam um pouco do comum, com personagens distintos e de nomes marcantes. Afinal, quem já tinha visto alguém chamado Cheddar?

Nota:




Um comentário:

Monique Químbely disse...

Parece mesmo único a história, mas creio que não leria por conta do final e da mudança de tempos verbais que você comentou.
Gostei da resenha, parabéns :)
sete-viidas.blogspot.com