quarta-feira, 26 de março de 2014

#Resenha: Jogos do Prazer - Madeline Hunter

Jogos do Prazer (Irmãos Rothwell #03)
Autora: Madeline Hunter
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 240

"A bela Roselyn Longworth já aceitou seu destino. Depois que o irmão fraudou o banco em que era sócio e fugiu do país levando o dinheiro dos clientes, suas finanças ficaram arruinadas, assim como suas chances de conseguir um bom casamento. Por isso foi fácil acreditar nas falsas promessas de amor de um visconde. Mas a desilusão não demorou a chegar: quando Rose não se sujeitou a seus caprichos na cama, o nobre se vingou leiloando-a durante uma festa em sua mansão. Ela acredita que o destino lhe reserva um fim trágico. Ainda mais ao ser arrematada por Kyle Bradwell, um homem que venceu na vida pelo próprio esforço, mas não é bem-vindo nos círculos mais exclusivos. Mas a jovem é surpreendida pela atitude dele, que a trata com um respeito e uma gentileza que ela não recebia desde antes do escândalo envolvendo o irmão. Quando Rose finalmente descobre o que está por trás do comportamento de Kyle, é tarde demais: já foi fisgada pelo homem que conhece seus segredos mais íntimos."

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Este livro foi cortesia da editora Arqueiro.

Essa foi a única série na qual comecei diretamente a leitura pelo terceiro volume; mas, preciso logo deixar claro que não há motivo para se preocupar, pois não há nenhum elemento no livro que deixe dúvidas ou ponderações sobre o que deve ter acontecido nos volumes anteriores. Portanto, podem ler sem culpa!
Não sobrou muito a Roselyn Longworth além do orgulho depois que seu irmão, Timothy, roubou o dinheiro de diversas pessoas que investiram em um banco onde ele era sócio e fugiu com tudo, deixando muitas pessoas arruinadas. Renegada pela sociedade e falida, Rose não vê muita alternativa a não ser viver na simplicidade, recusando toda e qualquer ajuda de sua prima Alexia e de seu marido, Lorde Hayden, a não ser no que diz respeito a sua irmã mais nova, Irene, que ainda pode sair com a reputação imaculada dessa confusão toda.
Desamparada por ver sua família destruída, ela pensa ter encontrado o amor nos braços de lorde Norbury, mas, quando suas exigências na cama não são atendidas por ela, ele encontra uma forma cruel e humilhante de livrar-se dela. Assim, ela cai nos braços de Kyle Bradwell. Kyle não é o que a sociedade da qual Rose faz parte poderia chamar de cavalheiro; sua origem humilde se sobressai a todas as suas conquistas feitas na base de honestidade e muita força de vontade.

"Ela era linda, elegante e orgulhosa. Pertencia a uma família que estava entre as melhores do condado fazia cinco gerações. Decididamente, não era para ele." 
(pág. 43)

Ainda assim, o Sr. Bradwell parece estar melhor do que Rose e seu salvamento poderia gerar comentários nos círculos sociais que a arruinaria por completo. Envergonhada por tudo o que fez e decidida a não arrastar o resto de sua família para a desgraça, inclusive sua querida e amada prima Alexia, Rose se isola em uma das propriedades dos Longworth e, sem perspectiva alguma, sofre em silêncio, principalmente por ainda amar seu irmão que, agora, tem a cabeça a prêmio por todos os nobres que roubou.
Kyle vê em Rose uma oportunidade para salvar a reputação da moça ao mesmo tempo em que estaria sendo agraciado com a companhia de uma bela mulher, por isso, faz-lhe uma proposta irrecusável. Preocupada que seu fim esteja cada vez mais próximo, Rose aceita a ajuda de Kyle, mesmo que ele seja um completo estranho. Encorajada por Alexia e sua família, a jovem começa a perceber que, talvez, ainda não seja tarde demais para encontrar o amor e que ele pode acontecer, sim, independentemente de quanto se tem no banco ou de quem sua família é. Roselyn compra a luta de se restabelecer perante os círculos sociais que uma moça de sua descendência deveria frequentar, ao mesmo tempo em que encontra muitos outros obstáculos.
Mas ela não estará sozinha. De uma forma ou de outra, ela contará com a ajuda das pessoas que a cercam e, por um momento, deixará o orgulho de lado para sair em busca da própria felicidade e liberdade. Poderá o amor nascer entre dois completos estranhos?

"- Sei tudo a seu respeito e que Alexia gosta muito de você. Sei também o que é ser alvo de mexericos e zombaria. Tudo isso só é relevante se você deixar, Roselyn. Há muito gente que não segue as regras ditadas pela sociedade e está pronta para receber você sem preconceitos." 
(pág. 72)

A escrita de Madeline Hunter é uma delícia; muito tranquila e leve, a história que ela teceu em Jogos do Prazer é de uma fofura sem tamanho! A relação entre Rose e Kyle vai evoluindo de tal forma durante o livro que eles ainda fazem progressos, da primeira à última página, tendo muitas barreiras e cordialidades para transpor. Dois completos estranhos, aparentemente sem nada em comum a não ser uma reputação duvidosa.
O que mais gostei foi a retratação de duas pessoas que, a seus modos, possuíam problemas. Nenhum deles tinha uma família perfeita e rica, nobre e importante. Mas o livro acabou mostrando que, às vezes, ser exatamente tudo isso pode estar no lado errado da moeda. Kyle tem origem humilde e a todo momento é lembrado disso por descendentes da nobreza que, em sua maioria, se acham superiores a ele. No entanto, não podemos ignorar que ele é um homem de posses, que construiu seu patrimônio do zero, com muito esforço e dignidade. E isso, sem dúvida, é excepcional. Por outro lado, temos a família Longworth, falida e arruinada por um escândalo de fraude. Rose e sua irmã Irene são os alvos mais próximos do que seu irmão Tim fez e Rose tenta a todo custo proteger a irmã de tudo isso, defendendo o irmão e aceitando martirizar-se com ele.
Duas pessoas tão diferentes e, ainda assim, tão semelhantes. Rose e Kyle veem nessa união improvável diversas oportunidades de se reerguerem aos poucos, principalmente para a jovem srta. Longworth. É incrível como ambos tem segredos, principalmente Kyle e, aos poucos, vamos descobrindo um pouco mais desse jovem simples, mas de grande caráter! Outra coisa impressionante é o apoio que a família dá a Rose, principalmente a começar de sua prima Alexia e seu marido, Lorde Hayden que já ajudou os Longworth por demasiado, chegando a deixar Rose sem jeito. Esse apoio e generosidade é de aquecer o coração!

"Rose devia ter sido mais decidida quando ele lhe oferecera esse caminho para a redenção. Devia ter visto que as coisas talvez não saíssem como ele esperava e que, em vez de salvá-la, ele seria prejudicado pela infame família dela. Só que ela aceitara facilmente a visão otimista dele." 
(pág. 203)

Eu adorei a história, pois foi de uma delicadeza maravilhosa. Um romance que, aos poucos, foi sendo construído e descoberto; uma relação de confiança e apoio mútuo, proteção e carinho, amor e desejo. Simplesmente linda demais! Fiquei completamente maravilhada com a leitura, simples, mas emocionante. Temos segredos sendo descobertos o livro inteiro, então em momento algum a narrativa cai na mesmice. Muitas coisas a descobrir e muitas intrigas a serem resolvidas.
Apesar de ter encontrado alguns errinhos de revisão, a capa, mais uma vez, é lindíssima, mas eu preciso ressaltar que não vi motivo para a tradução do título ser Jogos do Prazer. O original, Secrets of Surrender (Segredos da Rendição, em tradução livre), acho que faz muito mais sentido. De qualquer forma, a história é valiosa e muito delicada. Uma leitura leve, deveras divertida, que te faz torcer desde o início por Rose e Kyle.
Uma história apaixonante sobre redenção, esperança, liberdade, confiança, família e, é claro, a descoberta do amor. Devo dizer que os patifes encontrados nesse livro, como Lorde Norbury, terão justiça, fazendo prevalecer o mais inocente e verdadeiro sentimento nascido entre dois jovens adultos que, de alguma forma, encontrarão segurança um no outro para se permitir entregar-se inteiramente.
Algo peculiar que encontrei na narrativa foi a ausência de datas. Nas outras duas séries que já li, havia datas do século XIX. Acabei sentindo um pouco de falta, embora saiba, pelas demais descrições, que Jogos do Prazer deve se passar mais ou menos na mesma época. Simplesmente encantadora e traiçoeira essa sociedade tão atenta às descendências e títulos de nobreza!


Nota:


5 comentários:

DreehLeal disse...

Eu acho a capa deste livro linda linda linda *-*
Deu vontade de começar a ler a série imediatamente! Foi ótimo sabe que eu não preciso ler os primeiros para entendê-lo =)
Parece um romance excepcional. Obrigado pela dica ;D

Beeijos, Dreeh.
Blog Mais que Livros

nathalia silva disse...

Nunca li esse livro mais sempre tive a curiosidade de tê-lo. Acho o perfil dos personagens tão diferentes, cada um com a sua reputação, como você disse, meio duvidosa, tão diferente entre si.
E saber que a cada página do livro, o envolvimento deles vão se fortalecendo e tal, é um grande estimulo pra mim arriscar na leitura.


Boa dica!!!!!

Maria Silvana ♪♫♪♫♫♪ disse...

Oiee =)
essa capa é delicada, ainda não li nada da autora, mas espero ler esse e logo, não sabia que era tão delicia sua escrita e ao mesmo tempo delicada, eu gosto disso. Erro em revisões é o que tenho visto constantemente, e olha que nem sou chata até porque escrevo errado, mas pelo amor, tem revisores ganhando para isso. Contudo se o livro for bom, como esse é já que deu 5 estrela, vale a pena continuar lendo come erros e tudo

Roseneia Santos disse...

Amei a capa não, conhecia ainda o livro mais gostei da temática da história ,já entrou para minha lista!
beijinss!

Veezinha disse...

E não é? Caramba, que me pagassem para dar uma última leitura num livro e encontrar os últimos erros. Acho que já estaria milionária, principalmente com alguns livros de algumas editoras. kkkkk


xx