sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

#Resenha: A Mágica da Arrumação - Marie Kondo

 photo 122604179_1GG_zpsxqhhcvsp.jpgA Mágica da Arrumação
Autora: Marie Kondo
Editora: Sextante
Número de páginas: 160

"A mágica da arrumação se tornou um fenômeno mundial por apresentar uma abordagem inovadora para acabar de vez com a bagunça. Aos 30 anos, a japonesa Marie Kondo virou celebridade internacional, uma espécie de guru quando o assunto é organização.
Seu método é simples, porém transformador. Em vez de basear-se em critérios vagos, como “jogue fora tudo o que você não usa há um ano”, ele é fundamentado no sentimento da pessoa por cada objeto que possui.
O ponto principal da técnica é o descarte. Para decidir o que manter e o que jogar fora, você deve segurar os itens um a um e perguntar a si mesmo: “Isso me traz alegria?” Você só deve continuar com algo se a resposta for “sim”.
Pode soar estranho no começo, mas, acredite, é libertador. Você vai descobrir que grande parte da bagunça em sua casa é composta por coisas dispensáveis.
Prático e eficiente, este método não vai transformar apenas sua casa – ele vai mudar você. Rodeado apenas do que ama, você se tornará mais feliz e motivado a criar o estilo de vida com que sempre sonhou."

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Já havia dito aqui no blog que eu não me considero uma pessoa organizada. Nem um pouquinho. Então, quando vejo que algum livro traz essa proposta de organização sem complicação ou os passos que devemos seguir para colocar a vida em ordem, vou logo me interessando, principalmente se for uma leitura rápida e prática, como A Mágica da Organização.
Confesso que a primeira vez que tive contato com o livro foi quando o programa Mais Você exibiu uma entrevista com a Marie Kondo a respeito do método de organização dela. E preciso admitir que fiquei encantada com a postura dela e a praticidade que seu livro prometia ao nos ensinar a organizar para nunca mais ficar bagunçado novamente.
Assim que o livro chegou aqui em casa, eu corri para lê-lo e, não fossem minhas outras atividades do cotidiano, teria finalizado na mesma tarde de tão fáceis que eram suas páginas.

"Quando as pessoas falham é porque não conseguiram mudar de postura. Mesmo que estivessem inspiradas no início, não conseguiram manter a motivação ao longo do processo e seus esforços foram por água abaixo."
(pág. 22)

O ponto principal do ensinamento da Marie é você fazer tudo de uma só vez, pegar todos os cômodos em um dia apenas e avaliar item por item, perguntando a si mesmo se aquele objeto lhe traz alegria. Se a resposta for sim, então deve mantê-lo; caso contrário, deverá descartá-lo.
Parece tudo muito simples e muito fácil. Basta manter a motivação que, com o tempo, ficará mais fácil identificar os itens que realmente importam, diminuindo consideravelmente a pilha de coisas que guardamos e que, eventualmente, acabam por atulhar a nossa vida.
O objetivo parece ser muito tranquilo de ser conquistado, eu me animei bastante nos primeiros capítulos, acreditei que finalmente conseguiria me livrar das coisas que só estariam atrasando minha vida e ganharia mais espaço no meu quarto e qualidade de vida.
Isso até eu chegar nos próximos capítulos.

"O ato de dobrar significa bem mais do que simplesmente deixar as roupas compactas para facilitar o armazenamento. É um gesto de cuidado, uma expressão de amor e gratidão pela maneira como elas protegem o nosso corpo."
(pág. 66)

Talvez tenha sido uma interpretação equivocada ou talvez o método da Marie seja deveras radical, mas em toda parte eu encontrava a palavra "descarte" ou a expressão "jogar fora". Penso que, quando não queremos mais uma coisa ou não a utilizamos mais, se estiver em boas condições, podemos fazer uma doação para aqueles que podem precisar. Agora, jogar fora? Do tipo colocar em sacos de lixo? Não achei nada solidário, muito menos ecológico, principalmente quando ela compartilha conosco a quantidade de sacos de lixo que cada cliente seu chega a descartar. É assustador, principalmente se eles fazem aquilo que está escrito no livro, ou seja, simplesmente jogam fora tais sacos.

"A quantidade média descartada por uma só pessoa chega facilmente a 30 sacos de lixo de 45 litros; no caso de uma família de três integrantes, cerca de 70 sacos. Apesar desses números exorbitantes, meus clientes não sentem falta de nada no dia a dia."
(págs. 146 e 147)

Um choque de culturas e hábitos cultivados pelos japoneses também seria uma boa explicação. Sinceramente, confesso que terminei o livro um pouco em choque. Eu costumo fazer a triagem das minhas coisas de tempos em tempos e, o que não pode ser reutilizado, vai para o lixo. O resto é doado. Penso que, assim, outras pessoas podem fazer melhor uso desse ou daquele objeto, melhor do que se ele ficasse aqui em casa, encostado.
No geral, o livro é bom, só um pouco radical para mim. Problema na tradução, interpretação ou choque de culturas? Infelizmente acho que ficarei sem respostas. O que levarei desta leitura é: analisar objeto por objeto e ver se ele está sendo útil, ou não mais. Se não, ficarei feliz em doar os que estiverem em melhores condições para famílias que precisam, mas não podem comprar. Se estiverem péssimos, aí sim será lixo. O planeta agradece.
A capa eu achei um amor e foi um dos motivos que me levou a ler o livro. A diagramação é super confortável e a leitura é muito rápida! Dá para matar o livro em uma tarde apenas. Se eu indico? Sim, mas com restrições. Não adianta sair por aí jogando tudo fora que não vai dar certo. Especialmente se estivermos falando de livros. E, para fechar a resenha, deixo uma passagem em que Marie Kondo fala justamente deles:

"Em relação aos livros, timing é tudo. O primeiro encontro com um livro é o momento ideal para lê-lo. Para não perder esse momento, recomendo que você mantenha um acervo pequeno."
(pág. 81)

Se ela entrasse na minha casa, eu poderia dizer adeus a, pelo menos, mais de 600 exemplares de livros que estão nas estantes. Isso sendo otimista a ponto de pensar que ela me deixaria ficar com outros 400. rs

Classificação Final:


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6 comentários:

Ycaro Brito disse...

A Mágica da Arrumação se torna uma autoajuda bem benéfica para leitura, pois além de não ser mais do mesmo, nos traz boas propostas. Fico feliz que a leitura tenha te agradado e que a autora conseguiu passar tudo para seus leitores de uma boa forma - com exceção das má traduções e de algumas dúvidas - e, principalmente, de uma forma válida.

rudynalvacorreiasoares disse...

Vê!
Me considero até uma pessoa organizada e sempre faço descarte aqui em aqui, mas é como falou, tem coisas que pode ser reaproveitadas por outras pessoas, daí faço doação, principalmente com roupa e livros.
A proposta japonesa é bem radical mesmo, mas lá eles tem uma cultura diferente da nossa, concorda?

“Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os
nossos méritos.” (Albert Einstein)

cheirinhos

Rudy

http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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livros e 3 ganhadores!

Jéssica Maria disse...

Interessante .
Mas não o meu tipo de livro ,tmb não sou muito organizada ,mas acho q não leria um livro sobre ,apesar de parecer bem simples ,quem sabe um dia né .

Jéssica Maria disse...

Interessante .
Mas não o meu tipo de livro ,tmb não sou muito organizada ,mas acho q não leria um livro sobre ,apesar de parecer bem simples ,quem sabe um dia né ...

JessicaLisboa disse...

É um livro diferente, para quem busca esse tipo de 'ajuda' é uma boa. Gostei da capa.

suzana cariri disse...

Oi!
Também não sou uma pessoa muito organizada por isso gostei muito da proposta do livro e das dicas que ele trás, fiquei interessada !!