quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

#Indicação - Filme: Orgulho e Preconceito


Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice) - 2005

Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.


Demorou muito tempo para que eu desse meu braço a torcer para qualquer coisa relacionada a Jane Austen. Não sei por quê, mas nunca fui particularmente atraída pelos enredos de suas obras, tampouco pelas adaptações cinematográficas e televisivas do conteúdo. Mas, determinada a me inteirar dos clássicos da literatura, evidentemente que eu acabaria esbarrando no mais clássico deles, Orgulho e Preconceito.
É verdade que já haviam me dito que a série de TV da BBC era a melhor adaptação, mas resolvi arriscar no filme com a Keira Knightley, já que gosto muito do trabalho dela como atriz. E não é que eu acabei curtindo mesmo?
A grande sacada que tive com essa adaptação foi o tom cordial e o retrato clássico de uma sociedade cheia de regras e aparências. Mesmo que esteja tudo lá, aos nossos olhos, ainda existe um quê que permanece nas entrelinhas, as quais você vai decifrando ao longo do desenrolar das cenas. Foi essa sutileza que mais me conquistou. Você leva tempo para entender por meio de diálogos formais e um linguajar um pouco mais rebuscado do que estamos acostumados. A linguagem poética está presente do início ao fim e eu confesso que me senti um pouco perdida por não ter os fatos escancarados diante de mim.
Não se trata de uma narrativa direta e é aí que o filme tem seus pontos. A família dos Bennet é numerosa e relativamente bem de vida. São, ao todo, cinco mulheres. E, em uma sociedade onde tempo é garantia de sucesso ou fracasso na vida de uma mulher, é notável que a mãe das moças só se preocupe em arrumar bons partidos para suas filhas. Mas preciso dizer que ela é um pouco desesperada demais a esse respeito, tornando-se espalhafatosa e irritante.
Embora Jane seja a filha mais velha, é descarada a forma como a personagem de Elizabeth rouba completamente a cena. É verdade que existe um romance, mas achei muito interessante a forma como ele ficou em segundo plano, enquanto os embates intelectuais entre Elizabeth e o Sr. Darcy se desenrolavam. As alfinetadas, sem dúvida, são material bem mais instigante do que mais um romance bonitinho (é claro que o romance é sempre importante, afinal, romances de época giram em torno disso e eu os adoro!), adicionando brilho e sagacidade à trama.
Para uma mulher de seu tempo, Elizabeth é impertinente, ousada e provocadora. E o Sr. Darcy não é de manter suas opiniões para si, principalmente quando a jovem o espeta de forma inteligente. Os diálogos são delicados e audaciosos, essa foi a característica que mais me fez gostar do filme, embora nem sempre captasse a intenção dos personagens.
Com certeza eu fiquei muito mais interessada não só em conferir a própria obra Orgulho e Preconceito, como também as demais adaptações de outros livros de Jane Austen e seus próprios escritos. Para quem está à procura de um filme leve para passar a tarde, essa é a pedida mais do que certa! Todas as atuações são exemplares e impecáveis, os figurinos são incríveis e o cenário, mais pitoresco, impossível.
Depois de toda a experiência, fiquei bem curiosa para saber o que se passava na cabeça do Sr. Darcy. Apesar de tudo, Elizabeth acaba até sendo fácil de compreender (ou eu posso ter entendido errado! rs), mas uma névoa de incerteza e mistério cerca Darcy de tal forma que seria uma aventura e tanto descobrir o que pensa o jovem abastado.
Orgulho e Preconceito me ganhou logo de primeira e, desde então, não tenho mais conseguido deixar de assistir, toda vez que esbarro com ele passando na TV a cabo. Uma narrativa suave para ser apreciada a qualquer momento, mas incapaz de te deixar sem querer saber o que há por trás desses personagens cativantes! Altamente indicado!


Classificação final:


6 comentários:

Daniel Olhos Água disse...

O filme parece ser um clássico muito bonito, que encanta gerações e gerações, mas não me interesso muito por esse gênero, então vou passar. Quem sabe um dia eu me arrisque e acabe me apaixonando ? rsrs Adorei a resenha, abs.
bookdan.blogspot.com

rudynalvacorreiasoares disse...

Vê!
Realmente é um dos melhores filmes de todos os tempos.
Merece a joia da coroa mesmo.

“O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute.” (Sabedoria
oriental)

cheirinhos

Rudy

http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

Participe do TOP COMENTARISTA de Janeiro, são 4 livros e 3
ganhadores!

Mariana Ogawa disse...

Vê,
por favor não me mate, mas eu não consigo assistir Orgulho e Preconceito, já tentei pelo menos duas vezes, uma eu dormi e a outra eu desisti
as vezes eu assisto os pedaços, mas mesmo assim... não é muito meu estilo de filme

Jéssica Maria disse...

Tmb nunca tive muito interesse nos livros da autora e por isso tmb nunca procurei pelos filmes ,apesar de que já ouvi ótimos comentários ,quem sabe um dia não acabo lendo né .

Jéssica Aguida disse...

Nunca vi esse filme, mas é um dos que eu mais quero nesse momento, curto muito esse gênero, e estou super animada para assistir.

suzana cariri disse...

Oi!
Já vi um trailer desse filme que gostei bastante e quero muito ler o livro Orgulho e Preconceito acho a historia bem interessante e quero muito ler algo da Jane Austen e conferir o filme !!