quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

#Resenha: Os Assassinos do Cartão-Postal - James Patterson e Liza Marklund

Os Assassinos do Cartão-Postal
Autor: James Patterson e Liza Marklund
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304

"Uma viagem para conhecer as mais belas cidades da Europa é o sonho de qualquer pessoa. Porém, o detetive da NYPD Jacob Kanon não está interessado nos pontos turísticos. Após receber a notícia do brutal assassinato de sua filha e namorado, mortos em Roma, Kanon viaja para o Velho Continente para tentar juntar pistas sobre o crime que mudou sua vida. E a onda de assassinatos está só começando: jovens casais são encontrados mortos em Paris, Copenhague, Berlim e Estolcomo.
Os crimes parecem não estar conectados, com exceção de um cartão-postal enviado para o jornal local da cidade de cada nova vítima. Quando a repórter sueca Dessie Larsson recebe um postal, Kanon junta forças com a jornalista e partem para o novo destino para tentar capturar o serial killer."


Compre: Saraiva | Submarino

Este livro foi cortesia da editora Arqueiro.

James Patterson é figurinha mais que carimbada quando se trata de livros com a temática policial. O cara não só é uma máquina de escrever e lançar best-sellers um atrás do outro, como também é um escritor bem versátil, já tendo, inclusive, se aventurado nas temáticas voltadas para o público infantil e juvenil. Sempre acompanhado de um autor do qual nunca ouvimos falar, James Patterson pode ser descrito como um escritor prático.
Os Assassinos do Cartão-Postal foi o primeiro livro policial que li do grande autor e não se deixe enganar pelo número de páginas, pois em apenas uma tarde livre você termina a leitura tranquilamente. Com capítulos curtíssimos, as páginas voam pelos dedos e a trama não deixa de ser clara desde o início. Nada de quebrar a cabeça tentando descobrir quem são os assassinos responsáveis por tantas mortes. Patterson será o nosso guia, apresentando ambos os lados dessa história: o dos investigadores e o dos assassinos, escancarados a respeito de suas identidades desde o primeiro capítulo.

"- Eles mataram a minha filha em Roma - explicou. - Cortaram a garganta de Kimmy e Steven em um quarto de hotel em Trastevere. Então, sim, estou obsessivo. E eu vou persegui-los até o inferno congelar."
(pág. 34)

No meio disso tudo estão o detetive norte-americano Jacob Kanon, cuja filha, Kimmy, foi assassinada pela dupla misteriosa e inescrupulosa a quem, agora, ele persegue incansavelmente, e Dessie Larsson, jornalista sueca que ingressa na trama ao receber um cartão-postal, tragando-a para a caça pelos assassinos. Ambos unirão esforços e atravessarão países turísticos e destinos românticos para encontrar respostas sobre as vítimas, os elos entre elas e a motivação desses monstros que destroem lares.
É claro que é de se esperar que um livro tão rápido de ser lido instigaria a curiosidade do leitor em ter uma resolução satisfatória, afinal, como tantas maldades poderiam ficar impunes? Mas eu tenho que admitir que, embora bem construída, a história deixou alguns pontos a desejar. O principal deles foi a ambientação do enredo, o lugar escolhido foi a Europa e, não só isso, mas a parte mais escandinava. Estes cenários já são muito explorados por autores nativos, gerando grandes histórias de suspense, romance e policial, mas será que só lá que essas histórias podem se passar? James Patteson tinha todos os países do mundo para continuar com a jornada de seus assassinos, mas ele escolheu a "modinha" da vez. Realmente uma pena.

"Ao contrário dela, o homem era dedicado. Havia um propósito no que estava fazendo. O que tinha a perder se escrevesse uns artigos triviais sobre o assassinato? Podia fazer algumas entrevistas normais, como qualquer bom repórter."
(pág. 82)

Outro ponto que me incomodou bastante foi a inserção do elemento amoroso na narrativa. Quando estou lendo um livro policial, é evidente que eu esteja interessada na resolução do crime em questão. Pouco me importa a vida amorosa dos personagens, se eu quiser saber disso, leio livros de romance, chick-lit, enfim. James Patterson deu uma bola fora comigo nesse quesito, o que me aborreceu e me fez revirar os olhos repetidas vezes.
Por fim, o último ponto da discórdia foi a motivação dos criminosos. Tudo bem que não se pode esperar que sejam mentes lúcidas a cometerem tantos crimes e de forma tão cruel. Entretanto, toda a explicação e motivação foram, no mínimo, extremamente absurdas. Talvez eu não tenha absorvido direito o que o autor pretendeu transmitir com a justificativa, mas, para mim, ficou muito pouco crível e forçado demais. Se Patterson não tivesse misturado tantos elementos em sua explicação que, juntos, seriam bem pouco prováveis de acontecer, talvez eu tivesse ficado um pouco menos espantada com todo o desfecho da situação.
Apesar disso tudo, preciso reconhecer que Os Assassinos do Cartão-Postal é uma boa leitura. Não daquelas marcantes, do tipo de deixar o queixo caído com a resolução, mas é um livro para entreter e deixar a mente divagar por boas horas. Talvez eu não tenha começado pelo título policial certo do autor e eu não desisti de conferir outras obras dele do mesmo gênero, mas preciso admitir que tenho medo de encontrar mais do mesmo pela frente.
A diagramação da Arqueiro está super confortável de ler, a revisão é ótima e eu adorei a capa! Mesmo com todos os pontos negativos, eu indico a leitura. Afinal, a resolução pode ter sido muito para mim, mas pode não ser para você. Vale a pena dar uma chance e conferir.

"- Vincent Vang Gogh. Já ouviu falar dele?
Jacob a encarou com condescendência.
- Sou um americano, não um bárbaro."
(pág. 114)

Classificação final:





6 comentários:

Daniel Olhos Água disse...

Sou louco para ler esse livro, pois adoro James Patterson e seus romances policiais. O clima amoroso em algumas partes incomoda mesmo, já que nossa intenção é desvendar o mistério! Adoro livros que se passam na europa, então sei que vou gostar.
Abs


bookdan.blogspot.com

rudynalvacorreiasoares disse...

Vê!
Gosto muito de livros policiais e o autor é mestre na escrita.
Gosto de um pouco de romance no meio também, acredito que não atrapalharia minha leitura.
Uma pena que tenha achado forçado demais, mas como falou, indica a leitura e isso que vale.

“O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute.” (Sabedoria
oriental)

cheirinhos

Rudy

http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

Participe do TOP COMENTARISTA de Janeiro, são 4 livros e 3
ganhadores!

Mariana Ogawa disse...

versátil é apelido p James Patterson eu tomei um susto uma vez que inventei de olhar a lista de livros escritos por ele! só falta livros de receitas...
tenho que concordar contigo, romance policial eu quero ver como vai ser resolvido as coisas, essa ideia dos crimes em vários paises me pareceu com os cap da série crossing lines... logo o primeiro caso são de mulheres mortas e aparentemente sem relação nenhuma.

Jéssica Maria disse...

Nunca consegui ler nada do autor ,mas quero muito ,li tantos comentários positivos sobre as obras dele *-*
Quanto ao livro ,acho bem interessante ,a capa é muito bonita e o enredo chama a atenção .

Jéssica Aguida disse...

Não curto muito esse gênero, mas fiquei super interessada em ler esse livro, pois já ouvi falar bastante, acho que vou dar uma chance hihi

suzana cariri disse...

Oi!
Já ouvi falar muito dos livros do James Patterson mas ainda não tive oportunidade de ler nada dele é esse livro dele já está na minha lista de leitura adoro esse gênero e a historia é muito interessante o que me deixou curiosa e também parece bem envolvente !!