segunda-feira, 21 de março de 2016

#Resenha: Black para Sempre - Sandi Lynn

Black para Sempre (Forever #01)
Autora: Sandi Lynn
Editora: Valentina
Número de páginas: 256


"O primeiro livro gira em torno de Ellery, que sempre imaginou que seu futuro estaria ao lado de seu namorado perfeito e seus felizes para sempre estava garantido. Entretanto, quando ele faz suas malas e pede espaço, ela vê seu mundo ruir e decide focar somente em suas pinturas e desistir de relacionamentos, até que em uma noite ajuda um homem completamente bêbado a chegar a sua casa em segurança. Um homem que logo estará disposto a brigar por um futuro ao lado de Ellery e apoiá-la quando seu mundo estilhaçar novamente."

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Primeiro livro de uma trilogia, Black para Sempre me pareceu, a princípio, uma boa aposta, no meio de tantas histórias com mais do mesmo. Infelizmente, o livro acabou sendo um desses "mais do mesmo", mas não pode, de forma alguma, ser descartado se você, caro leitor, às vezes necessita de uma leitura com um pouco de drama, mas, mais importante do que isso, com um final feliz.
Antes mesmo de ler, me deparei com resenhas que muito o compararam com 50 Tons de Cinza e, embora eu não tenha lido este fenômeno, acho que consigo dizer que existem muuuitas coisas diferentes no enredo de Black para Sempre que o fazem tomar um caminho diferente. A começar, a protagonista. Ellery é uma jovem mulher que, embora não aparente, já vivenciou muita coisa. E não falo de coisas boas. Momentos tristes mesmo e o último deles foi seu namorado de longa data a deixando com a desculpa de "precisar de espaço". Alerta de fossa!
Passado o momento o-que-vou-fazer-da-minha-vida, Ellery decide que talvez seja a hora de seguir em frente e, acompanhada de sua melhor amiga, decide sair para a noite. E é quando ela "esbarra" em Connor. Sem ter a mínima ideia de quem ele seja (ok, acho que essas mocinhas deveriam ler mais coluna de fofocas, pelo bem desses enredos!), o ajuda a voltar de modo seguro para casa, principalmente por ele estar caindo de tão bêbado.
Ok, até que me pareceu estranha essa ideia dela. No mundo real, nós simplesmente olharíamos para o estranho e o deixaríamos lá, no máximo, para alguém lidar com ele. Pelo menos eu não me arriscaria de tal modo. rs Mas ok, sem essa deixa não haveria livro, então prosseguimos.
No dia seguinte, Connor acredita que Ellery passou a noite em seu apartamento, o que é completamente contra suas regras e já chega para a jovem, que está a fazer um belo desjejum para ele, com cinco pedras na mão e uma carranca. Lógico, porque ela me parece bem inofensiva e vai sair correndo aos prantos, né? Só que não.
Ellery o enfrenta, esclarecendo o mal entendido, mas acaba deixando a casa com apenas seu nome para que ele se lembrasse. Muito me admira que ela não tenha sequer notado que estava diante de alguém ~muito~ importante. Quem a lembra disso é sua melhor amiga.
Mas toda aquela mostra de independência e determinação acendeu uma luz em Connor. E, claro, apesar de ele comportar-se como o todo-poderoso-deixe-me-levá-la-para-o-restaurante-mais-caro-da-cidade, é até engraçado perceber como a protagonista é meio doida, com seu jeito de levar a vida #pazeamor.
A partir daí começa a rolar aquela química inevitável, mas é claro que a pulga atrás da orelha sempre haverá de existir. Enquanto Connor teve uma infância e adolescência difíceis, Ellery tem seus próprios segredos que poderão colocar a relação a perder. Sinceramente, acho que já deu um pouco essa justificativa de ter um segredo e blablablá. Todo mundo sempre tem um segredo capaz de explodir a situação toda em mil pedaços. Por que ninguém ainda arranjou outra justificativa para deixar a história interessante e misteriosa sem depender dessa catástrofe iminente?

E então vocês devem estar perguntando: "Nossa, Verônica, por que eu deveria ler esse livro?" E eu lhes digo: "Ora, não há bálsamo melhor para a alma do que uma história que se encaminhe sozinha para seu happy ending!". O livro tem clichês. Tem, claro. Connor é o típico controlador, que muitos podem entender como protetor? Lógico. Eles têm passado/um segredo? Com certeza! Mas, ao final, você sabe que, por mais tortuoso que seja o caminho das pedras, o amor sempre vencerá. E é esse "own" que nós às vezes precisamos em uma leitura.
Ellery pode ser maluca e Connor pode ser estereotipado, mas o relacionamento deles vale a pena esperar acontecer. Porque são histórias assim que restauram nossa imaginação e nos deixam revigorados para a próxima etapa. Este livro é o que eu chamo de intermediário de leituras, para você dar aquela lida despretensiosa entre dois livros pesados ou emocionantes demais. Pode ser naquela tarde de domingo ou aos pouquinhos antes de dormir. Black para sempre, com todos os seus clichês, é uma leitura gostosa (às vezes um pouco irritante, confesso), que vale à pena torcer!

E nem preciso dizer como essa capa maravilhosa é um atrativo e tanto, junto com a diagramação da editora Valentina que está super confortável e rápido de ler! O trabalho gráfico deles é sempre um amor!

Então, se você estiver à procura de algo novo, inovador, talvez Black para sempre não seja para você. Por outro lado, se estiver com ressaca literária ou sem nada para fazer, este pode ser o livro perfeito!

Classificação final:

3 comentários:

suzana cariri disse...

Oi!
Adorei a capa !!
Vi as pessoas comentarem sobre esse livro e lendo sobre a historia achei bem interessante e com potencial de ser uma ótima leitura, mas quando li acabei me decepcionando, realmente a historia não me agradou !!

Cris Setúbal disse...

Já tinha visto esse livro antes, e apesar de sua capa maravilhosa, não sentia vontade de lê-lo. E a sua resenha só confirmou que a leitura não ia me agradar. Talvez eu o leia quando estiver com uma ressaca kk Beijo!

Daniel Olhos Água disse...

Realmente a capa é bem bonita, não sei porque mas sou louco por ler esses livros, mesmo sem a premissa me atrair tanto! Parece ser leve e fluído de se ler, fiquei mais curioso depois de sua resenha. Abraços :)