terça-feira, 5 de julho de 2016

#Resenha: O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams

O Guia do Mochileiro das Galáxias
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 208


"Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O guia do mochileiro das galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado.
Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect.
A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.
Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da "alta cultura" e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar."

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Este livro é cortesia da editora Arqueiro.

Esse é o típico livro que eu poderia jurar nunca me interessar em ler. Mas, quando a ideia de realizar um evento em comemoração ao Dia da Toalha surgiu na Arqueiro, ela logo combinou com os blogueiros responsáveis pela mediação dos eventos e eu entrei na missão bastante curiosa!
Sabia algumas coisas sobre o livro, dentre elas, que Douglas Adams, seu grande idealizador, já havia falecido, e que sua sinopse era, no mínimo, bastante peculiar.
Algumas semanas antes do evento que celebra o orgulho nerd e também é uma maneira dos fãs de homenagear o autor, me aventurei em suas poucas e ágeis páginas. Em pouco menos de três dias, já tinha terminado. Não posso dizer que amei e virei fã, bem como dizer que odiei seria absurdo exagero. Quando se fala em O Guia Mochileiro das Galáxias, talvez eu prefira ficar em cima do muro.
A vida de Arthur Dent não poderia estar pior: sua aconchegante casa está para ser demolida para que seja construído um acesso a uma rodovia. Revoltado pela impossibilidade de recorrer e diante da irredutibilidade dos construtores, não resta alternativa senão...deitar de pijamas e roupão diante do trator que está a postos para demolir a sua casa.
Ao mesmo tempo, seu melhor amigo, Ford Perfect, tem outras preocupações ainda maiores: o mundo está para acabar e só restam pouquíssimos minutos. Então, nada mais lógico do que ir resgatar Arthur de seu martírio e tentar explicar a ele que: a Terra vai deixar de existir, ele não é um ator desempregado, ele não é terráqueo.

"Ford queria que chegasse logo um disco voador porque sabia fazer sinal para discos voadores descerem e porque queria pegar carona num deles."
(pág. 24)

Mas os minutos estão correndo e, quando se dão conta, não só a casa de Arthur foi posta abaixo, como há uma frota imensa de naves voadoras pairando sobre a Terra. Tudo acontece muito rápido e, no próximo momento, Arthur e Ford estão dentro de uma nave vogon e o primeiro está bastante perdido acerca de sua real situação.
A Terra se foi, mas, como bem diz O Guia do Mochileiro das Galáxias, NÃO ENTRE EM PÂNICO! Como se isso fosse fácil, é claro. Bem, se você tem uma toalha, isso já facilita as coisas, afinal, todo mochileiro que se preze tem uma para salvá-lo em todas as ocasiões e ter mil e uma utilidades.
Quando Arthur e Ford são, repentinamente, expulsos da nave vogon, eles acreditam que o seu fim está a apenas alguns segundos, no espaço sideral, sem qualquer fonte de oxigênio. Eis que, então, eles são interceptados e salvos por uma nave bastante peculiar.
Dentro da Coração de Ouro estão Zaphod Beeblebrox, atual presidente da galáxia e fugitivo das autoridades e Trillian, a única que parece ter o mínimo de juízo e compreensão sobre o que eles de fato tem nas mãos.
A nave Coração de Ouro é movida por nada menos do que um gerador de improbabilidade infinita. Ou seja, quanto mais improvável for a situação, maiores as chances da nave seguir por esse rumo, causando reações adversas bem engraçadas.
Por incrível que pareça, Arthur já conhecia Trillian e Zaphod, o que deixa Ford um pouco perplexo. Embora eles estejam presos a um mesmo lugar, não significa que as aventuras param por aí. E é nessa viagem que muitas revelações são feitas, inclusive sobre a origem da Terra e a grande resposta sobre o Universo, a Vida e Tudo o Mais.

"- Quer dizer, então - disse ele - que vamos morrer.
- É - disse Ford -, só que... não! Espere aí! - De repente levantou-se e lançou-se sobre algo que estava atrás do campo visual de Arthur. - O que é esse interruptor?
- O quê? Onde? - exclamou Arthur, virando-se.
- Nada, brincadeira minha - disse Ford. - A gente vai morrer, sim."
(pág. 80)

Como disse logo no início da resenha, O Guia do Mochileiro das Galáxias não foi um caso de morrer de amores, assim como também não posso dizer que a leitura foi um porre. Mas, preciso reconhecer que Douglas Adams foi simplesmente inovador nesse livro. Com sua narrativa completamente irreverente, o leitor se sente verdadeiramente convidado a aventurar-se pelas páginas, como um verdadeiro espectador no cinema, acompanhando a tudo o que se desenvolve nas páginas diante de si.
Há momentos bastante engraçados, outros eu achei meio bobos e em outros eu simplesmente me senti bastante perdida. Mas, finalmente mergulhar no universo criado por Adams foi uma experiência muito peculiar.
A leitura é ágil, daquelas que, se você estiver com tempo, conclui em apenas uma tarde. Os personagens são figurões e, de certa forma, acabei sentindo-me um pouco como Arthur Dent. Meio perdido, meio aventureiro, meio certinho, meio estressado.

"- Oi, gente! - disse ele, muito alegrinho, e ao mesmo tempo cuspiu um pedaço de fita perfurada para fins de registro. Na fita perfurada estava escrito Oi, gente!
- Ah, meu Deus - disse Zaphod. Estava trabalhando com aquele computador há pouco tempo, mas já o detestava."
(pág. 103)

Se eu indico a leitura? É claro que sim! Não só por ser um ícone da cultura nerd, como também por ser uma experiência sem igual. Talvez você não goste, talvez você odeie, talvez você ame ou, então, fique em cima do muro, como eu.
Com certeza lerei os próximos volumes dessa trilogia de cinco volumes para participar um pouquinho mais das aventuras de Arthur Dent e seus novos amigos. Afinal, uma aventura intergalática nem sempre aparece na sua estante, não é mesmo?
A capa dessa edição possui elementos super a ver com a história, basta prestar atenção! A diagramação é super confortável de ler e a revisão está boa. Eu fiquei com muita vontade de ter o meu próprio exemplar d'O Guia do Mochileiro das Galáxias! Douglas Adams foi um pioneiro em idealizar o que, mais tarde, poderia ser comparado a um tablet ou e-reader!
Próxima parada: O Restaurante no Fim do Universo!

Classificação final:


Você sabia? Inicialmente, O Guia do Mochileiro das Galáxias foi idealizado como uma espécie de radionovela. O sucesso foi estrondoso, o que rendeu diversas adaptações para o teatro, cinema, TV e, claro, a série de cinco livros.


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