domingo, 21 de agosto de 2016

#Resenha: Poirot Investiga - Agatha Christie

Poirot Investiga (Poirot #3) (Poirot Investigates)
Autora: Agatha Christie
Editora: Best Bolso
Número de Páginas: 238

"13 incríveis contos em que Hercule Poirot brilha como grande detetive. Porém, para reforçar a ideia de que todo ser humano está a mercê de erros, na última história, narrada pelo personagem central a seu grande amigo, ele revela como fracassou no caso da Caixa de Bombons."


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Resenhas Anteriores:

Com tantas edições da Agatha Christie chegando novinhas em folha às livrarias, ainda me perguntou como Poirot Investiga não pode ser uma delas! Enquanto essa repaginada não sai, ficamos com essa da Best Bolso que cabe em qualquer lugar, sem ficar muito pesada na bolsa.
Neste livro, temos vários casos reunidos em apenas uma leitura. Gosto quando isso acontece, pois dinamiza muito o progresso das páginas e sentimos como se conseguíssemos apurar nossos sentidos para chegar ao nível de Poirot.
É claro que, como sempre acontece comigo quando se trata de Agatha Christie, falho piamente nas tentativas de querer saber mais do que o homenzinho bigodudo e metódico. Mas, lógico que isso nem por um momento me faz querer desistir da leitura, muito pelo contrário. Talvez algum dia eu consiga desvendar os mistérios tão bem quanto Hercule Poirot.

"- Mas console-se, mon ami. Nem todos podem ser como Hercule Poirot. Sei disso perfeitamente."
(pág. 08)

Por outro lado, conforme as páginas voam diante dos meus olhos, só há um sentimento em relação a Hastings: antipatia. Não gosto dele, definitivamente, e o fato de estar sempre a narrar as histórias, por vezes, torna-se um empecilho um tanto desagradável. Como eu queria que essas narrativas fossem em 3ª pessoa, como acontecem com Miss Marple!
Baba-ovo por mulheres, a ponto de não poder ver um rabo de saia à sua frente, lento, convencido e nada perspicaz, acho que, se eu fosse Poirot, já o teria mandado sentar lá, quietinho, sem nem opinar. Que personagem irritante!
Entretanto, meu sentimento em relação a ele deu uma leve abrandada ao final da leitura. Mas ainda não posso dizer que sou tolerante a este indivíduo pateta e, por vezes, dispensável.


"- O que achou do Dr. Bernard, Hastings?
- Pareceu-me um velho idiota.
- Exatamente. Seus julgamentos de caráter são sempre profundos, meu amigo."
(págs. 36 e 37)

Ok, passado o meu problema com o Hastings #dificilnãoreparar, posso dizer que a leitura foi muito ágil e não menos surpreendente! A forma como cada caso foi apresentado, explorado e resolvido não deixou em nada a desejar pelo seu tamanho em páginas.
Cada investigação era como um pequeno conto, suas resoluções foram completamente diferentes e as histórias eram independentes. Em casos de leituras policiais, sou grande fã de coletâneas de vários casos em apenas um único volume. É um deleite sem fim, afinal, é como emendar vários livros de uma só vez, com a vantagem de ter uma solução rápida e sem enrolação!
É claro que, aqui, lidamos basicamente com assassinatos, mas cada um possui uma motivação diferente, uma lista de suspeitos improváveis e culpados inesperados. Desde roubo de jóias até uma gripe, Poirot Investiga traz este prático e surpreendente belga de bigodes nas mais intrincadas situações, das quais ele consegue sair sem nem mesmo que você se dê conta...até que ele explique como chegou à tal conclusão.


"Nas novelas de detetives, as pistas sempre são abundantes. Mas, ali, não encontrei nada que pudesse considerar fora do comum, a não ser uma grande mancha de sangue no tapete, onde devia ter caído o homem assassinado."
(pág. 74)

Leitura altamente indicada para quando se quer resoluções de crimes rápidas, sem lenga-lenga, de um jeito meticuloso e surpreendente. Para todos os momentos, uma leitura que cai muito bem na cabeceira da cama ou quando não temos muito tempo disponível. Hercule Poirot, sem dúvidas, ainda tem a minha atenção para todas as suas obras que vem pela frente!

Classificação Final:

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