31 de dezembro de 2017

Gotta keep reading... #7


Ser feminista é algo que está em alta ultimamente. Mas será que nós sabemos realmente o que é ser feminista? Esse meu pequeno achado de Chimamanda Ngozi Adichie é um texto que TODOS nós deveríamos ler, homens e mulheres, jovens e adultos. É um assunto que está em xeque não por acaso e nós temos muito o que aprender ainda para alcançarmos o nível de igualdade que se espera em uma sociedade moderna.


Sejamos todos feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.
"A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."
Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’". Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e - em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem - começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens".
Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.



Para educar crianças feministas: Um manifesto - Chimamanda Ngozi Adichie

Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

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Esbarrei com o livro "Sejamos todos feministas" porque participaria de um clube de leitura que existe aqui em Campinas chamado "Leia Mulheres". Acabei não conseguindo ir à reunião, mas aproveitei que seu título estava gratuito na Amazon e em uma sentada apenas li esses dois manifestos da autora Chimamanda Ngozi Adichie.
Ser feminista hoje em dia é mais do que uma modinha, é algo necessário. Até quando toleraremos a desigualdade entre homens e mulheres, igualmente capazes? Até quando suportaremos as piadas, as brincadeiras e as "acusações" de que isto ou aquilo é "coisa de mulher" ou o que se espera que uma mulher faça?
Chimamanda traz esses questionamentos para um curto manifesto que, descobri mais tarde, foi nada menos do que a transcrição de uma palestra que ela deu para o TED (aliás, se você quiser ver a apresentação dela, pode clicar aqui). Surpreendentemente, é um vídeo bastante criticado e pouco visualizado em comparação a outras palestras TED que eu assisti. Mas o assunto é tão pertinente quanto.
Trata-se de um assunto delicado que, muitas vezes, é mal interpretado. Mas o feminismo tem ganhado espaço nas redes sociais ultimamente. Notícias pipocam sobre mulheres que não aceitam mais sofrer em silêncio, que estão encontrando suas vozes e apoio umas nas outras. É hora de explicitar que não, não vivemos em uma sociedade igualitária. Não, mulheres e homens não têm as mesmas oportunidades. Temos muito chão a percorrer ainda.
E tudo isso começa com o aprendizado, com a forma como educamos as crianças. Não deixar os meninos brincarem de boneca? Meninas só devem ter cozinhas e brinquedos que imitem atividades domésticas? Esse é o assunto abordado por Chimamanda em "Para educar crianças feministas", numa carta que escreveu a uma grande amiga sua, quando perguntada sobre como poderia educar uma criança de modo que respeitasse de forma igualitária as mulheres.
Os questionamentos trazidos pela autora são palpáveis. Todos nós já nos perguntamos sobre vários dos assuntos por ela abordados. Todos nós já tivemos as mesmas dúvidas. É um aprendizado e uma forma de expandir nosso conhecimento sobre o que é o feminismo.
Está longe de ser sobre odiar os homens, deixar os pelos do corpo crescerem e gritar palavras de ordem. Deus, não! São textos como esses que devem ser espalhados aos quatro ventos para que as pessoas leiam e compreendam que feminismo é muito mais do que isso. É a busca por respeito, em primeiro lugar.
E é por isso que sim, devemos todos ser feministas, homens e mulheres de todas as idades. Devemos buscar a igualdade, a tolerância e os mesmos direitos, independentemente do gênero. Devemos exaltar as habilidades, qualidades e desejos das mulheres e não condená-las por suas escolhas não seguirem um "padrão aceitável". Provavelmente esta é uma das leituras mais elucidativas que tive em 2017 e indico abertamente a todas as pessoas.
E, se você estiver relutante em baixar o e-book, veja o vídeo. São praticamente a mesma coisa! Tire trinta minutinhos do seu tempo para compreender um pouco melhor o que é ser feminista e porque precisamos expandir e compreender este conceito o mais rápido possível.


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