1 de fevereiro de 2020

#Resenha: O Restaurante no Fim do Universo - Douglas Adams #FevereirovoudeArqueiro


O Restaurante no Fim do Universo (The Restaurant at the End of the Universe) - O Guia do Mochileiro das Galáxias #02
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 240

"O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante do Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível.
O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com o surpreendente 'O Guia do Mochileiro das Galáxias', mostra os cinco amigos vivendo as mais inesperadas confusões numa história cheia de sátira, ironia e bom humor. Com seu estilo inteligente e sagaz, Douglas Adams prende o leitor a cada página numa maravilhosa aventura de ficção científica combinada ao mais fino humor britânico, que conquistou fãs no mundo inteiro. Uma verdadeira viagem, em qualquer um dos mais improváveis sentidos."

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Se você estiver em busca de uma leitura que beire o sem pé nem cabeça, mas que, ainda assim, forneça boas doses de diversão e relaxamento, está mais do que na hora de se sentar acompanhado de uma boa dose de Dinamite Pangaláctica e dar uma chance à série O Guia do Mochileiro das Galáxias!
Após os acontecimentos do primeiro volume, Arthur Dent e seus três incomuns amigos só pensam em uma coisa: parar no restaurante mais próximo. E por que não considerar O Restaurante do Fim do Universo onde, todos os dias, é possível acompanhar o fim do mundo por meio de uma explosão fatal? Atraente demais, certo?

"De qualquer forma, sentia-se muito mais confortável usando os óculos. Era um duplo par de Óculos Escuros Supercromáticos de Sensipericulosidade Joo Janta 200, que tinham sido especialmente desenvolvidos para ajudar as pessoas a manterem uma atitude tranquila ante o perigo. Ao primeiro sinal de problemas, as lentes ficavam totalmente pretas, evitando assim que a pessoa visse qualquer coisa que pudesse deixá-la tensa."
(pág. 147)

Seguindo um pouco sem rumo pelo Universo, acredito que já dê para perceber que o principal objetivo desse grupo é chegar ao restaurante e isso, de certa forma, permeará toda essa etapa da série. No entanto, não seria Douglas Adams se cada página não fosse recheada de momentos bizarros, muita confusão e, é claro, aquele momento de reflexão no leitor onde você começa a considerar a própria sanidade.
Não se deixe enganar, apesar de eu ter ficado bastante em cima do muro com o primeiro volume, O Guia do Mochileiro das Galáxias continuou me surpreendendo neste novo momento da aventura. Além do autor propor uma nova perspectiva sobre a Terra (lembram que ela deixou de existir completamente no primeiro livro?), vemos Arthur corajosamente desbravando o Universo e tentamos entender junto com ele que, na verdade, nosso planeta tinha uma razão para ser da forma como era e, mais importante e impressionante de tudo, uma razão ainda maior para ser destruído e, veja só, ele não era o primeiro planeta conhecido como nós o conhecíamos, mas parte de um projeto extremamente complexo (isso mesmo, esqueça a teoria do Big Bang, aqui é pura tecnologia e planejamento arquitetônico).

"Resumindo: é um fato bem conhecido que todos os que querem governar as outras pessoas são, por isso mesmo, os menos indicados para isso. Resumindo o resumo: qualquer pessoa capaz de se tornar presidente não deveria, em hipótese alguma, ter permissão para exercer o cargo. Resumindo o resumo do resumo: as pessoas são um problema."
(pág. 240)

No meio de toda essa narrativa completamente desconexa, temos ainda as trapalhadas de Zaphod, o presidente menos presidente das galáxias que você terá a chance de conhecer, a inesquecível nave Coração de Ouro e você, caro leitor, coçando a cabeça o tempo todo para checar se ainda possui a capacidade de ler textos e interpretá-los corretamente, de maneira lúcida e conexa.
Fato é que mais uma leitura fluiu rapidamente e, se você estiver no embalo da série ou simplesmente estiver com uma tarde livre, recomendo avidamente que dê prosseguimento às aventuras do ex-terráqueo Arthur Dent, seu melhor amigo não-terráqueo Ford Perfect e tudo o que estiver no meio. Assim como no primeiro livro, eu não posso garantir se você vai gostar ou não da história, mantenho-me neutra, porém com um polegar levantado em sinal de positivo para que sim, dê uma chance ao universo criado por Douglas Adams e viaje aos cantos mais inexplorados da nossa galáxia (e de outras também!).
Um ícone da cultura nerd não poderia passar despercebido, então... avante para o próximo volume dessa história!

Nota:

Um comentário

  1. Vê!
    Acho interessante o modo como o autor escreve seus livros, porque afinal, parece um tanto desconexo, porém é tão hilário e ultrapassa nossa imaginação que se torna delicioso de ler e acompanhar as aventuras dos protagonistas.
    cheirinhos
    Rudy

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